Mulher é morta quando cuidava da casa da vizinha

Jadson André Publicação 04/04/2014 - 16h07 Atualizado 04/04/2014 - 23h36
Allan Costa Pinto
Familiares, amigos e vizinhos da vítima ficaram muito abalados com o crime.

A demora da auxiliar de serviços gerais Madalena Mathias dos Santos, 56 anos, em atender o telefone preocupou a família. Como ela não respondia às chamadas desde a noite de quinta-feira (03), foram até a casa onde ela estava, na Rua Jorge Brey, Borda do Campo, São José dos Pinhais, no início da tarde de sexta-feira (04).

Quando arrombaram a porta, por volta das 13h, se depararam com a sala manchada de sangue e o corpo de Madalena sem vida, atingido por vários golpes de faca no peito, pescoço, cabeça e mãos. Ao lado do cadáver estava a longa faca de cozinha ensanguentada. O crime aconteceu na quinta-feira, perto das 21h30. Vizinhos ouviram gritos vindo da casa, mas logo o barulho cessou. Certo tempo depois, viram um homem maltrapilho andando pela rua. Mesmo assim, ninguém chamou a polícia e a descoberta do corpo coube aos parentes da mulher.

A residência pertence a uma amiga da vítima. Elas trabalhavam juntas em um supermercado do bairro. Há algumas semanas, a mulher foi viajar com o marido, que é caminhoneiro, e pediu para que Madalena ficasse cuidando da casa e alimentando o cão do casal. O animal estava sujo de sangue e foi recolhido por vizinhos, que lhe deram um banho.

Latrocínio ou vingança

Para a polícia, trata-se de um latrocínio (roubo com morte). “A casa estava revirada e alguns eletrônicos foram roubados. A vítima lutou contra o assassino. Estava com as mãos e braços bastante feridos”, descreveu o tenente Januário, do 17.º Batalhão da Polícia Militar.

Entretanto, alguns familiares suspeitam que foi vingança. “Ela foi demitida do emprego há dois meses, depois que brigou com outro funcionário. Mostrou o dedo do meio para ele e lhe deu um tapa no rosto. Curiosamente, o mesmo dela foi quebrado pelo assassino. Pode ter sido sem querer, durante a luta, mas foi muita coincidência”, contou o pintor Adilson Pereira, cunhado do filho de Madalena, que esteve no local amparando os demais parentes. Papilocopistas do Instituto de Criminalística coletaram impressões digitais no local para auxiliar as investigações.


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