Rua sangrenta da Vila Torres registra mais uma morte

Jadson André Publicação 02/02/2014 às 09:08:24 Atualizado 02/02/2014 às 10:48:12

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Polícia Civil
Delegado Danilo Zarlenga sugere a instalação de uma UPS na Vila Torres.

Fevereiro começou violento na Vila Torres. Novamente na Rua Manoel Martins de Abreu, a mais sangrenta do bairro Prado Velho nos quatro últimos meses, tiros foram disparados e houve morte. Maicon Santos Rodrigues Campos, 24 anos, que era investigado por participar de pelo menos cinco assassinatos de rivais, foi alvejado na porta de um bar e morreu na hora, em suposta vingança. Foram tantos disparos que sobrou até para o dono do estabelecimento, Jeferson Luiz Ribeiro, 30. Embora não fosse alvo dos atiradores, ele tentou se esconder atrás do balcão e foi baleado na perna. Foi levado ao hospital, fora de risco.

O bar fica no limite da parte de baixo da favela, na esquina da Manoel Martins de Abreu e Aquelino Orestes Baglioli, a uma quadra da Avenida Comendador Franco (Av. das Torres). Eram 21h50 deste sábado (1º) quando um táxi parou em frente ao bar. De dentro saiu um grupo de homens armados que descarregaram as pistolas e fugiram. Outro veículo dava cobertura ao táxi e ambos deixaram a vila rapidamente.

Vingança

Nas semanas anteriores, os crimes contra a vida se concentraram na parte de cima da favela, que é dividida pela Rua Guabirotuba. Segundo a polícia, Maicon estava envolvido em alguns destes crimes. “Ele foi ouvido na delegacia, na semana passada, e liberado. Respondia a cinco inquéritos por homicídio e estava com a prisão decretada. Porém, o mataram antes, provavelmente por vingança”, disse o delegado Danilo Zarlenga.

 

Ele comentou que a vila, de área pouco extensa, tem dado mais trabalho que a região da Cidade Industrial, maior e com mais pontos sujeitos a criminalidade. “Acredito que a instalação de uma UPS seria ideal para diminuir ações criminosas nesta zona da cidade”, sugeriu o delegado.

 

Balanço

Em janeiro dois assassinatos a tiros aconteceram na vila. No dia 24, Fernando Bernacki, o “Barrão”, 35, tombou morto com um disparo no peito na Rua Guabirotuba, próximo ao portão 3 da PUC-PR. Oito dias antes, Valdecir da Silva, 47, morreu dentro de um táxi, na Rua Manoel Martins de Abreu, baleado várias vezes. O taxista e o neto da vítima foram atingidos de raspão. De outubro a dezembro do ano passado, oito assassinatos a tiros foram registrados na favela.


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