Policial que surtou na frente de balada recebe tratamento

Leilane Benetta Publicação 27/01/2014 - 00:00:00 Atualizado 27/01/2014 - 08:47:34

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Aliocha Maurício

Vítimas foram para a delegacia após o ocorrido.

O policial civil que perseguiu e atirou em um carro com cinco pessoas, na saída de uma balada, na madrugada de quinta-feira, foi encaminhado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFR) ao Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) da Polícia Civil. Ele deve passar por avaliação psicológica e tratamento.

O Caps recebe cerca de 40 policiais mensalmente, encaminhados pelas chefias ou por conta própria. Segundo o diretor do centro, Menyr Antônio Barbosa Taiter, a maior parte dos casos atendidos é de alcoolismo, uso de drogas, depressão, problemas conjugais e estresse.

O uso de armas sem necessidade também é encaminhado ao CAPS. “Durante a abordagem, o policial pode estar com a arma em punho, mas não pode a bel-prazer tirar a arma do coldre e muito menos atirar sem motivo”, explica Menyr.

A equipe que atende os policiais é formada por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, pedagogos, psicopedagogos, dentistas e fisioterapeutas. De acordo com Menyr, o tratamento geralmente dura pelo menos três meses. Em alguns casos, os familiares dos policiais também são atendidos.

Pessoal

Menyr destacou que, na maior parte dos casos, os transtornos psicológicos que os policiais sofrem são de ordem pessoal, e não do trabalho. “Eles trazem sua estrutura em função das histórias familiares que viveram”, ressalta. Ainda segundo ele, depois que as funções policiais passaram a exigir diploma de curso superior, o índice de transtornos reduziu.


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