Madrugada de mortes em Curitiba e Pinhais

Fernanda Deslandes Publicação 28/08/2012 - 09h27 Atualizado 19/01/2013 - 22h22

Dois duplos assassinatos em um curto espaço de tempo, em Curitiba e em Pinhais, na madrugada de hoje (28), podem estar relacionados. Entre as quatro vítimas estão um pai e o filho, que era envolvido com o tráfico de drogas e recebia ameaças com frequência.

Por volta das 22h30 de segunda-feira, moradores da Rua Adalberto de Andrade, Vila Maria Antonieta, em Pinhais, ouviram vários tiros, mas não viram nenhuma movimentação no local. Menos de uma hora depois, uma camionete que estava em uma das casas desta rua foi encontrada completamente carbonizada em São José dos Pinhais.

O proprietário do veículo foi avisado pela Polícia Militar. Ele havia emprestado a camionete para Fábio Roberto de Oliveira, 28 anos, e tentou ligar para ele para saber como o veículo foi levado.

Como Fábio não atendeu as ligações, ele foi até a residência por volta das 2h, e encontrou Fábio e Wellington Braz Dias, 27 anos, mortos no sofá da sala, cada um com um tiro na parte de trás da cabeça. Nem cápsulas de pistola nem projéteis foram encontrados no local.

De acordo com o delegado Fábio Amaro, titular da Delegacia de Pinhais, Wellington morava com Fábio Roberto, seu amigo de infância, desde que se separou da esposa.

Na residência foram instaladas câmeras de segurança, mas os assassinos tiveram tempo de localizar e roubar o computador que armazenava as imagens, antes da fuga. Fábio Roberto já esteve preso por tráfico de drogas em 2008 e 2010, e já havia recebido várias ameaças de morte.

Outro

Praticamente no mesmo horário que os corpos foram encontrados em Pinhais, mais tiros foram ouvidos na casa do pai de Fábio Roberto, na Rua Anne Frank, Boqueirão, em Curitiba.

Quando a polícia chegou ao local, encontrou um cenário de filme de terror. “Foi uma situação terrivelmente tétrica, com muito sangue por todas as partes da casa, indicando que as vítimas, feridas, ainda tentaram fugir”, conta o delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Homicídios (DH).

Roberto de Oliveira, 46 anos, estava morto no banheiro, atingido por seis tiros entre a cabeça e o peito. A esposa dele, Simone Ribeiro, morreu em um dos dois quartos da casa, baleada duas vezes na cabeça e uma no peito.

Peritos do Instituto de Criminalística apreenderam dois estojos de pistola calibre nove milímetros no banheiro e um perto do corpo de Simone. Também foram apreendidos cinco projéteis de mesmo calibre e um cartucho de pistola 7,65 mm.

Recalcatti pediu à equipe do Instituto Médico Legal que averigue, durante a necropsia, se há marcas de tortura nos corpos das vítimas, já que a quantidade de sangue em quase todos os cômodos da residência era muito grande. A polícia acredita que os assassinos de pai e filho sejam os mesmos, portanto, a investigação será feita em parceria entre a Delegacia de Pinhais e a DH.


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