Vândalos violam túmulos em cemitério de Piraquara

Fernanda Deslandes Publicação 07/08/2012 às 14:03:27 Atualizado 19/01/2013 às 22:21:53
Aliocha Maurício

Puro ato de vandalismo, pois não havia nada de valor no túmulo para ser levado. Veja na galeria de fotos a situação do cemitério.

A falta de isolamento e vigilância no cemitério municipal São Roque, em Piraquara, geram oportunidades frequentes para a ação de vândalos, todas as madrugadas. Hoje (07), quando os coveiros chegaram para trabalhar às 7h, encontraram um túmulo violado e um corpo e três ossadas espalhados para fora.

Não havia nada de valor no túmulo para ser levado. “É só banditismo mesmo”, lamenta o coveiro José Isidoro Epifânio, que trabalha no local há 17 anos. Neste período, ele já viu corpos retirados do túmulo mais de cinco vezes.

Além disso, a cada dia que ele chega para trabalhar, encontra mais sepulturas quebradas ou pichadas. Ele avisou a família responsável pelos corpos, e a Polícia Militar chegou ao endereço às 9h30.

O cadáver era de Renan Wal Ferreira, 19 anos, morto a tiros em Curitiba em 30 de abril de 2005, e as ossadas são de familiares do padrasto dele, sepultados muitos anos antes. A mãe de Renan, ao rever o corpo do filho, ficou desesperada.

A cena também foi testemunhada por várias crianças que atravessam o cemitério para ir e voltar da escola todos os dias. O cemitério liga o Jardim Esmeralda às vilas Primavera e Santa Mônica e, por este motivo, não tem muros ou portões, e acaba frequentado por usuários de drogas e jovens desocupados durante as madrugadas.

Veja na galeria de fotos a situação do cemitério.


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