Crescem as prisões de traficantes em Foz do Iguaçu

Mara Andrich Publicação 25/08/2010 às 00:00:00 Atualizado 19/01/2013 às 21:54:15
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Dados sobre o tráfico de drogas são da delegacia de Foz do Iguaçu.

A quantidade de brasileiros presos pela Polícia Federal (PF) por tráfico de drogas na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, aumentou 113,3% de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da delegacia da PF em Foz.

De janeiro a agosto de 2009, a PF em Foz prendeu na região 75 brasileiros. Neste ano, foram 160. No total, entre todos os presos (brasileiros, paraguaios e outros), o aumento foi de 12,76%, no mesmo período.

No ano passado, foram 141 presos, de todas as nacionalidades, de janeiro a agosto, contra 159, neste ano. Em Curitiba, a PF informa que foram presos até o dia 31 de maio deste ano, 63 pessoas por conta do tráfico de drogas. A delegacia em Curitiba não informou a quantidade de presos no ano passado. Do total de presos na região de Foz do Iguaçu, a maioria é homem.

O aumento expressivo de 113,3% na região de Foz pode ser explicado por diversos fatores, segundo o chefe da Comunicação da delegacia de Foz, Nasser Sati. Segundo ele, um deles é a intensa produção de droga no Paraguai (neste caso, principalmente maconha).

“A tecnologia de produção está cada vez mais sofisticada”, comenta. Segundo Sati, o alvoroço de pessoas tentando entrar no Brasil com drogas se dá também por conta do excesso de produção. “Isso traz a necessidade de vender mais”, analisou. E aliado a tudo isso, ainda há o fator que no Paraguai se produz drogas o ano todo.

A Operação Sentinela, do governo federal, também contribui para o aumento nos números, diz Sati. Esta operação contra o tráfico (que é desenvolvida nas fronteiras do País) é permanente, e levou muitos policiais a Foz do Iguaçu desde que iniciou, em março deste ano.

As pessoas presas na região de Foz e fronteira normalmente são as chamadas “mulas” do tráfico. Essas mulas, como o próprio nome diz, levam as drogas para dentro do País de todas as maneiras possíveis.

Os paraguaios, segundo Sati, têm o hábito de carregar o entorpecente dentro do próprio corpo. Em geral são pegos no aeroporto ou após a desconfiança de um policial. Já os brasileiros são mais criativos.

Se a quantidade de droga é grande, ela é levada normalmente no meio de cargas ou em fundos falsos de veículos, por exemplo. Sutiãs e latas de energéticos também já foram usados. O telefone 194, para denúncias, também contribui com o aumento das prisões, segundo o agente. As pessoas têm a opção de fazer a ligação anonimamente.


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