Violência volta à rotina no Bairro Parolin

Marcio Barros Publicação 14/06/2006 às 01:45:34 Atualizado 19/01/2013 às 21:02:33

Foto: Alberto Melnechuky/Tribuna

Flávio era usuário de drogas
e foi morto por traficantes.

A sensação de paz causada pelo assassinato do matador do Parolin foi passageira. Edivaldo Saldanha foi executado há exatamente um mês, no entanto, os homicídios voltaram a ocorrer na região. Na madrugada de ontem, Flávio José Nascimento, 19 anos, foi morto com quatro tiros na cabeça. No sábado, uma bala perdida tirou a vida do garotinho Saimon Furquim dos Santos, 6 anos.

Flávio morreu, na Rua Eugênio Parolin esquina com Rua General Taparowski. De acordo com Gilmar do Nascimento, pai da vítima, o filho era usuário de drogas há mais de 10 anos, e esse foi o motivo do assassinato. "Ele já tentou se livrar das drogas e ficou internado várias vezes, mas sempre fugia", relatou o pai. Já fazia alguns dias que Flávio estava fora de casa, mas segundo Gilmar, na região do Parolin, é impossível encontrar alguém, principalmente se a pessoa estiver envolvida com o tráfico de drogas.

Investigação

O delegado Jaime da Luz, da Delegacia de Homicídios (DH), disse que os crimes estão sendo investigados e logo, serão divulgadas mais informação sobre todos os casos.

O garotinho Saimon caminhava com sua mãe pela Rua Lauro Müller, quando ocorreu a troca de tiros entre três indivíduos e o menino foi atingido na barriga. Saimon morreu a caminho do hospital. O delegado acredita que, até o final da semana, os envolvidos no tiroteio estejam identificados. "Já temos algumas informações, apelidos e endereços. Estamos trabalhando firme neste caso", comentou o delegado.

Sobre o comando do crime e a seqüência de mortes no Parolin, o delegado disse que a maioria dos casos está relacionada ao tráfico de drogas, o que sugere que a disputa pelo poder na região pode estar provocando os assassinatos, mas ainda não se sabe quem é o novo patrão.


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