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| Grandes buracos foram abertos no chão. |
A estranha história teve início em 14 de novembro de 2004, quando Jean, que residia em São Paulo, foi visto pela última vez dentro do estabelecimento, jogando sinuca e bebendo. Desde então, nunca mais deu notícias. Surgiu então a informação de que o rapaz poderia ter sido morto e enterrado dentro do bar. Por determinação judicial e com o consentimento do proprietário e inquilino do estabelecimento, pedreiros quebraram a fina camada de concreto que cobria o chão e abriram três grandes buracos, com aproximadamente 40 centímetros de profundidade.
Toda a operação foi acompanhada por policiais da delegacia de Fazenda Rio Grande e familiares da vítima, que vieram de Carapicuíba (SP). Bastante ansiosos, os parentes acompanharam a escavação. De acordo com o avô da vítima, Manoel Balbino da Silva Filho, a última notícia recebida do garoto era de que ele estava sozinho no bar. "Não sabemos o que pode ter acontecido com o Jean. Pelas informações repassadas, ele não tinha inimizades com ninguém por aqui", referindo-se ao município de Fazenda Rio Grande. O avô relatou ainda que o desaparecido já havia largado o vício de drogas, ainda quando estava em São Paulo.
Jovem sumido desde novembro
Onde está Jean Carlos Pereira? Essa é a pergunta que familiares do jovem estão fazendo desde 14 de novembro do ano passado. No último contato feito com a mãe, Jean disse que estava tudo bem e que iria sair para ir num bar, próximo da residência onde ele estava hospedado, no bairro Iguaçu, em Fazenda Rio Grande. Depois disso, nunca mais foi visto.
O desaparecido é oriundo do Estado de São Paulo e estava em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, visitando um amigo. De acordo com o avô dele, Jean nunca teve desentendimento com a família ou outro motivo que pudesse resultar num sumiço repentino. "Ele sempre ligava dizendo como estava", relatou o avô.
Investigações
Com a falta de notícias, ainda em 2004, familiares resolveram procurar Jean no Paraná e receberam a informação de que ele poderia ter sido morto e enterrado no quintal do bar, último local em que foi visto com vida. Em dezembro passado, a família esteve em Fazenda Rio Grande e, munida com uma ordem judicial, conseguiu cavocar todo o quintal do bar, à procura de um suposto cadáver. Nada foi encontrado.
A decepção não desestimulou a família, que continuou a procurar informações. Três meses se passaram e uma nova notícia fez com a família retornasse para o Paraná: Jean poderia estar enterrado dentro do estabelecimento e não no quintal.
Mais uma vez, buscas foram feitas, mas nenhum corpo foi localizado.

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