A despeito da crise internacional, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está hoje em pleno regime de cruzeiro. A afirmação foi feita na tarde desta sexta-feira (10) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em coletiva à imprensa brasileira e internacional que ocorreu após o 3º Fórum de CEOs Brasil-EUA, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). "Aumentamos bastante o grau de execução do PAC, como era esperado", afirmou.
Em 2007, segundo a ministra, não havia muitos resultados ainda porque o governo estava na fase dos projetos e de resolver questões ambientais e outros obstáculos. "Não temos a menor previsão de revisão dos investimentos do PAC para baixo", assegurou. Ela disse, porém, que alguns ajustes devem ser feitos por conta dos trâmites a serem cumpridos. Dilma deu como exemplo o caso do trem de alta velocidade, que, a partir de agora, será computado como investimento e não mais como projeto. A ministra reforçou a tese de que o PAC tem uma função anticíclica para a economia (ou seja, de impulsão do crescimento quando a economia desacelera). Ela citou que, somando às obras do setor de energia elétrica (construção de hidrelétrica mais investimentos da Petrobras), o PAC envolverá um grau de investimento muito grande no Brasil.
A ministra garantiu também que os recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros "contratados" serão assegurados pelo governo. "O governo vai garantir os recursos necessários para os investimentos", afirmou, reforçando que o Brasil poderá contar com esta segurança na atual fase de crise internacional.
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