Condenado assassino de deputado de Cascavel

Ligia Martoni Publicação 25/01/2008 às 00:45:05 Atualizado 19/01/2013 às 21:19:46

Foto: Jornal Hoje

Alcides negou o crime.

Alcides Machado Meirelles foi condenado, ontem, a 18 anos de prisão pela morte do deputado estadual e radialista cascavelense Tiago de Amorim Novaes, há seis anos. A condenação é referente aos crimes de formação de quadrilha e homicídio.

Meirelles, que já cumpre pena em Londrina por outros crimes, era apontado pelo Ministério Público como o autor dos disparos que culminaram na morte do deputado e é o primeiro dos dez supostos envolvidos a ir para a prisão.

A sentença foi decidida em júri popular, composto por sete membros, e presidido pelo juiz Juliano Nanuncio, titular da Primeira Vara Criminal de Cascavel. O julgamento começou por volta das 9h de ontem, no fórum de Cascavel, e estendeu-se até 20h. Cinco testemunhas, entre acusação e defesa, foram ouvidas; em seguida, foi a vez de o réu ser ouvido. Meirelles negou a autoria do crime, alegando estar fora de Cascavel no dia do assassinato. Apesar da confiança da defesa de que Meirelles seria absolvido, o júri declarou-o culpado por seis votos a um.

O caso

De acordo com a promotoria, o assassinato do deputado foi encomendado pelo policial civil João Adão Sampaio Schiler, que está foragido. A mando dele, Luiz Carlos Bernardes Pires, o “Balaio”, teria contratado Meirelles para matar Novaes. O motivo da execução: o deputado havia denunciado Schiler como mentor da morte de Abelino de Jesus Oliveira, um ex-presidiário conhecido como “Abelha”. Pires foi morto em 2002. Além destes, outros membros da quadrilha de Pires e mais um policial civil foram indiciados por participação no crime. 


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