Rebelião no Presídio Urso Branco chega ao fim sem execuções

Agência Estado Publicação 29/12/2005 às 02:10:13 Atualizado 19/01/2013 às 20:57:56

 Foto: Rostand Agra/Agência Estado

 O presídio foi palco de rebeliões sangrentas em 2004, com cinco mortos, e em 2002, com 27 mortos.

A rebelião no Presídio Urso Branco, em Porto Velho, chegou ao fim às 14 horas de hoje, sem a execução de nenhum refém, quando o preso Ednaldo Paulo de Souza, mais conhecido como "Birrinha", de 27 anos, voltou à prisão. É a primeira vez que uma revolta desse porte termina sem assassinatos na casa de detenção mais violenta de Rondônia.

"Birrinha" havia sido levado ao urso Branco hoje à noite mas os detentos prosseguiram a manifestação porque desconfiavam que ele seria mandado de volta à Prisão de Segurança Máxima de Nova Mamoré, a 200 quilômetros da capital rondoniense, assim que a Polícia Militar entrasse nos pavilhões controlados pelos condenados.

Os presos rebelados simularam a execução de reféns na caixa d'água do presídio. Na revolta ocorrida em abril de 2004, 14 presos foram executados e corpos mutilados foram jogados de cima da caixa d'água. Policiais militares começaram a contar o número de presos, para verificar se houve fugas. Os 196 visitantes que estavam no Urso Branco desde domingo, Dia de Natal, deixaram o local.


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