FERJ defende árbitro, mas vê erro na final do Carioca

Não foi difícil perceber que Márcio Araújo, em posição de impedimento, marcou o gol que deu ao Flamengo o título do Campeonato Carioca num empate em 1 a 1 com o Vasco, domingo, no Maracanã. A Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), porém, preferiu minimizar o erro do árbitro Marcelo de Lima Henrique, que apontou que o gol foi marcado por Nixon, jogador que estava em posição irregular.

No lance, Wallace cabeceou no travessão e a bola voltou para a pequena área. Márcio Araújo bateu nela e mandou para dentro, antecipando-se ao que faria Nixon. O auxiliar de linha de fundo estava a não mais que cinco metros do lance, com visão clara. Apesar de o volante estar visivelmente impedido, o gol foi validado.

"Somente após a revisão do lance por vários ângulos com o auxilio de diversas câmeras permitiu (sic) distinguir a autoria do gol, equivocadamente atribuída ao atleta Nixon. Face ao exposto, a comissão não tem como discordar que, apesar do grau de dificuldade do lance, o real autor do gol estava em posição irregular, elucidada com os recursos da tecnologia", apontou a comissão, presidida por Jorge Rabello.

Em nota, o dirigente sugere que o erro teria sido evitado se recursos tecnológicos fossem introduzidos no futebol. "A Comissão de Arbitragem, vendo e revendo o lance através do replay, uma vez mais se depara com os limites da capacidade de percepção do ser humano em lances, cuja demonstração, à luz da tecnologia, são insuficientes para decisões induvidosas que poderiam ser evitados (sic) sem para a modalidade futebol, fossem desenvolvidos, permitidos e implantados métodos de diagnóstico mais precisos e capazes de auxiliar os árbitros em suas decisões."


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