Usina inaugura com falta de trabalhadores

Helio Miguel Publicação 10/06/2009 às 00:00:00 Atualizado 19/01/2013 às 21:37:24
Divulgação
Usina deve começar a operar produzindo álcool hoje.

A usina sucroalcooleira Costa Bioenergia deve entrar oficialmente em operação hoje, em Umuarama, no noroeste do Paraná, com um problema a ser resolvido: a falta de mão-de-obra qualificada está dificultando o preenchimento de centenas de vagas abertas na empresa, só na fase inicial.

A unidade, que além do álcool e do açúcar, irá gerar energia elétrica, está buscando profissionais principalmente na área de operação, e deve continuar contratando durante o ano.

“São muitas vagas, em diversos cargos. Mas está difícil de achar pessoas qualificadas para elas”, diz o gerente da Agência do Trabalhador de Umuarama, Gilberto Truiz. Mesmo assim, ele diz que o ritmo na Agência tem sido intenso nas últimas semanas. “Só hoje (ontem) foram feitas entrevistas com mais de 250 pessoas”, conta, calculando que o número de candidatos que passaram pelo processo seletivo já passou de mil, desde o final de maio.

Segundo Truiz, pelo menos nessa fase de início de operações, a empresa não tem tempo para trabalhar na qualificação de pessoas. Por isso, está exigindo até comprovação de experiência na carteira de trabalho, o que poucos candidatos têm. “

Mas vem gente aqui de todo o tipo de qualificação. Até candidatos que não têm nem a carteira de trabalho”, afirma. Para ele, a usina não dará conta de preencher as vagas só com candidatos da região.

Entre as vagas abertas, estão de motorista carreteiro, tratorista, borracheiro, técnico agrícola e de laboratório, auxiliar de produção industrial, soldador, torneiro mecânico, entre outras.

Truiz ressalta que, para a maioria dos cargos, há mais de uma vaga. No caso do motorista, por exemplo, são 40 postos de trabalho, e poucos candidatos com experiência. “Não adianta apenas ter a carteira de habilitação para dirigir um treminhão”, observa.

Metas

A Costa Bioenergia é derivada da usina Bonin, que estava prevista para entrar em operação, no mesmo local, há pouco mais de um ano. A unidade, a 30.ª do setor de açúcar e álcool do Estado, pretende moer 750 mil toneladas de cana, produzindo 17 milhões de litros de álcool e 70 mil toneladas de açúcar até o final da safra 2009/2010.

A empresa possui, hoje, 10 mil hectares cultivados com cana, e estima que, em 2013, poderá processar 2,7 milhões de toneladas em 40 mil hectares. A partir do ano que vem, a empresa também deve aproveitar a palha e o bagaço da cana para gerar 86 megawatts por hora. Como a usina consumirá cerca de 25 megawatts, poderá comercializar o excedente.


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