Paranaguá é o sexto porto em volume de cargas

Lyrian Saiki e agências Publicação 29/07/2008 - 00h00 Atualizado 19/01/2013 - 21h26
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Porto de Paranaguá: granel sólido tem maior participação.

O Porto de Paranaguá movimentou no ano passado 37,599 milhões de toneladas de cargas, volume 17,5% maior do que o registrado em 2006 - quando a quantidade chegou a 31,985 milhões de toneladas - e o melhor resultado nos últimos cinco anos.

Foi o segundo ano consecutivo em que o volume de cargas cresceu em Paranaguá. Em 2004 e 2005, o volume havia caído em relação aos anos anteriores - foram 32,4 milhões de toneladas em 2003, reduziu para 31,4 milhões no ano seguinte e para 29,2 milhões em 2005.

Em nível nacional, também houve crescimento no volume movimentado, mas menor: o aumento foi de 9%, passando de 692,8 milhões de toneladas de cargas em 2006 para 754,7 milhões de toneladas no ano passado.

Os dados fazem parte do Anuário Estatístico Portuário, divulgado ontem pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O estudo, disponível no site www.antaq.gov.br, foi elaborado com base em informações enviadas pelas autoridades portuárias e terminais de uso privativo (TUPs).

No ranking nacional, o porto de Paranaguá ocupa a sexta posição entre os que movimentam maior volume de cargas, com participação de 4,98% do total. Segundo o estudo, dos 37,6 milhões de toneladas que passaram pelo porto paranaense, a maior parte (25,1 milhões de toneladas) era granel sólido, seguido por carga geral (8,5 milhões de toneladas) e granel líquido (3,8 milhões).

Entre os principais produtos movimentados no Porto de Paranaguá no ano passado, destaque para os fertilizantes, que alcançaram o volume de 7,3 milhões de toneladas.

Em seguida, aparecem o farelo (5,5 milhões de toneladas), o milho (4,7 milhões de toneladas), a soja (4,4 milhões de toneladas) e o açúcar (2,6 milhões de toneladas).

País

O estudo mostra que ao longo de 2007 o terminal de uso privativo de Tubarão (ES) manteve a liderança nacional, ao movimentar 104,6 milhões de toneladas, sendo a maior parte de suas cargas granéis sólidos, especialmente minério de ferro.

A segunda posição coube ao porto de Itaqui (MA), com 98,8 milhões de toneladas, das quais 73,8%, também de minério de ferro, foram movimentados pelo terminal de Ponta da Madeira.

Já no período entre 2003 e 2007, houve um crescimento médio anual de 7,2% na movimentação geral de cargas. Os granéis líquidos que vinham apresentando uma estagnação no início da década, pelo segundo ano tiveram crescimento: 10,9% em 2007, contra 7,2% em 2006. Avaliando o mesmo período para a movimentação de contêineres, o crescimento médio anual em toneladas foi de 13% e em unidades de 11,56%.

Na seqüência do ranking dos portos e terminais que mais movimentaram cargas no País, em 2007, ficaram os portos de Itaguaí-RJ (87,7 milhões de toneladas), Santos-SP (80,7 milhões de toneladas), São Sebastião-SP (50,3 milhões de toneladas), Paranaguá-PR (37,6 milhões de toneladas), Aratu-BA (30,3 milhões de toneladas), Angra dos Reis-RJ (29,5 milhões de toneladas), Rio Grande-RS (26,6 milhões de toneladas) e Belém-PA (21,1 milhões de toneladas).

Segundo o gerente de Gestão e Desempenho Portuário da Antaq, Hélio Silva, merecem destaque nos resultados do setor, em 2007, o incremento de 50,6% em relação a 2006 na movimentação do Porto de Angra dos Reis-RJ, cujo Terminal da Petrobras respondeu por toda movimentação de granéis líquidos, e o desempenho dos portos de Suape (PE) e Rio Grande (RS), que registraram crescimento de 24,4% e 19%, respectivamente, em relação à movimentação total.

Silva destaca, ainda, a maior rapidez na divulgação das estatísticas com a crescente integração das administrações portuárias e TUPs ao sistema permanente de acompanhamento de preços e desempenho operacional dos serviços portuários, que é coordenado pela Agência.

“Atualmente, 21 administrações portuárias participam da iniciativa, representando 34 portos fluviais e marítimos. A etapa seguinte será concluir a integração dos terminais de uso privativo, de modo a reunir todo o conjunto da movimentação portuária brasileira”, afirmou.


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