Pilotos de braços cruzados

Paralisação atrasa e cancela voos no Afonso Pena

Passageiros que precisaram do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e demais aeroportos do país, enfrentam problemas na manhã desta quarta-feira (03). A razão é uma manifestação com tempo determinado dos pilotos e comissários de voo.

Segundo a Infraero, Curitiba teve 8 voos atrasados e 4 cancelados. Os atrasos atingem também voos que deveriam chegar a Curitiba.

Em todo o Brasil, segundo a Infraero, são cerca de 300 voos com problemas.

Por volta das 8h a situação começou a voltar ao normal.

A paralisação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou na última sexta-feira (29) que pilotos e comissários de voo entrariam em greve hoje, entre 6h e 8h da manhã, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Os trabalhadores do setor reivindicam reajuste salarial de 11% retroativo à data-base de primeiro de dezembro de 2015. A última proposta das empresas aéreas oferecia reajustes parcelados (3% em fevereiro de 2016, 2% em junho e 6% em novembro), sem serem retroativos. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), afirma que, desde o início das negociações com as representações sindicais, seis propostas foram apresentadas, mas todas foram recusadas.

O SNEA também ressalta que, nos últimos 10 anos, as aéreas promoveram, automaticamente, o reajuste dos salários na data-base de dezembro pelo INPC, e que nesse período ao final das negociações foi concedido reajuste acima da inflação apurada.

Ontem, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou um pedido de medida limitar solicitado pelo SNEA, determinando que os aeronautas e aeroviários mantenham 80% do efetivo enquanto durar a greve. A decisão do TST ainda fixa multa diária de R$ 100 mil caso haja descumprimento da decisão.

“O movimento está dentro do programado”, disse o presidente do SNA, Comandante Adriano Castanho, em entrevista ao Broadcast, sem dar números oficiais da adesão. Quanto à decisão do TST, o presidente do sindicato afirma que o movimento foi construído de modo a cumprir a determinação. “Vamos manter um efetivo mínimo, de 70% a 80%. Dos três mil voos no País, menos de 300 serão impactados”.

Em nota, a TAM afirma que “está empenhada em mitigar ao máximo os impactos aos passageiros, alheios à sua vontade e, sobretudo, em oferecer o melhor atendimento diante da situação”. Já a Gol diz que a operação da empresa foi impactada, gerando alguns atrasos e cancelamentos. “A Gol ressalta que não está medindo esforços para normalizar a situação o quanto antes e vem adotando todas as medidas possíveis para minimizar os impactos aos seus clientes”, afirma a empresa por meio de nota.

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