Pistoleiro confessa crime

Clewerson Bregenski Publicação 04/11/2003 - 00h45 Atualizado 19/01/2013 - 20h42
Jadir matou com frieza.

A ambição de um homem resultou no assassinato do próprio sócio, em Guaratuba. Daniel Rodrigues dos Santos foi morto em maio deste ano por um pistoleiro de aluguel. O crime chocou as cidades litorâneas de Guaratuba (PR) e Itapoá (SC). O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que assumiu as investigações do caso, conseguiu elucidá-lo e prender mandante e autor do homicídio.

Jadir Carlos Figueiredo, 46 anos, autor confesso do crime, relatou com frieza como foi planejada a morte e descreveu o motivo. Jadir saiu do Carandiru, presídio em São Paulo, em liberdade condicional e foi trabalhar como segurança de Altino Masson, que por sua vez, era sócio de Daniel em uma imobiliária, em Itapoá. Os sócios possuíam um grande loteamento na cidade, avaliado, segundo a polícia, em R$ 8 milhões. Ambicioso, Altino resolveu se apoderar de tudo e eliminar Daniel.

Sabendo do passado marginal de Jadir, o empresário o convidou para cometer o assassinato. Para isso, o ex-presidiário receberia um Santana, um lote com casa e certa quantia em dinheiro. Sem perspectivas na vida, Jadir aceitou o trabalho e começou a idealizar o crime. Em 21 de maio, ele viajou a Itapoá e foi conhecer a imobiliária e o homem que deveria eliminar.

Crime

No dia seguinte, Jadir retornou à imobiliária armado e rendeu as quatro pessoas que estavam no local: Daniel, a secretária dele, um trabalhador braçal e um cliente. Todos foram obrigados a entrar em um Gol, de propriedade de Daniel, e rumaram de Itapoá para Guaratuba, cidade vizinha. Foram até um matagal, onde Jadir obrigou todos a ficarem nus, menos Daniel. "Queria trazer Daniel a Curitiba para ele pegar alguns documentos que deveriam ser entregues ao Altino", relatou o ex-presidiário.

Segundo a polícia, após todos ficarem nus, Jadir teria estuprado a secretária, o que ele nega. "Não estuprei. Nem tinha como. Apenas dei uns tapas", explicou.

Em seguida, Daniel começou a falar alto e gesticular muito, o que teria irritado o seqüestrador. A atitude foi paga com a vida. A vítima foi morta com dois tiros. O crime foi presenciado por todos os demais reféns. "As testemunhas do homicídio reconheceram Jadir como o autor", informou o delegado Messias da Rosa, responsável pelo acompanhamento do caso.

Logo após ser preso, Jadir resolveu falar tudo o que sabia porque também havia sido enganado por Altino. "Ele não me pagou o que prometeu", afirmou.


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