02/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 03/07/2009 às 17:15:15

Fumo no centro das discussões na Assembleia

Cintia Végas

Daniel Caron
Assunto voltou a ser debatido ontem de manhã, em Curitiba.

A proibição de fumo em locais fechados públicos e privados do Paraná voltou a ser tema de discussões, ontem, na Assembleia Legislativa (AL), em Curitiba. Atualmente, tramita na Casa um substitutivo geral a projetos de lei antitabagistas. O mesmo tem como relator o deputado Reni Pereira (PSB).

“O substitutivo não proíbe o fumo, mas regulamenta os locais onde o cigarro pode ser consumido. Tudo é feito visando a saúde dos fumantes e não fumantes”, afirmou Reni, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da AL.

Pelo substitutivo, o fumo fica permitido apenas na rua, em locais de culto religioso onde o cigarro faça parte da celebração, tabacarias e casas de tratamento de saúde onde o cigarro tenha indicação médica (como em locais onde pessoas fazem tratamento para parar de fumar e vão diminuindo aos poucos). Esses últimos três locais teriam que ser dotados de exaustores para evitar que a fumaça se espalhe para outros espaços.

“A lei que proíbe o fumo em locais fechados só irá vigorar plenamente se não for flexibilizada. Pela proposta, o descumprimento geraria multa de R$ 5,8 mil tanto aos donos de estabelecimentos quanto aos fumantes. A reincidência resultaria em penalidade de R$ 10,6 mil”, declarou.

O presidente da Comissão de Saúde da AL, deputado Ney Leprevost (PP), defende que seja incluída no substitutivo uma emenda para que seja garantido o tratamento e fornecimento de medicamentos gratuitos a pessoas que quiserem parar de fumar.

“Sabemos que a proibição do fumo mexe bastante com a indústria, o comércio e a geração de empregos, mas o substitutivo que está em trâmite deve trazer muitos benefícios”, disse.

Sociedade

Na reunião de ontem, também foram ouvidos integrantes da sociedade envolvidos com a questão do cigarro. O presidente da Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas no Paraná, Fábio Aguayo, por exemplo, disse acreditar que a proibição vá gerar uma redução imediata de 30% no faturamento das casas noturnas. “Quase 80% dos frequentadores de casas noturnas são fumantes. Somos a favor da restrição do cigarro, mas não da exclusão.”

Já o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Negro, município a 100 quilômetros de Curitiba, Izonel Carrara, se mostrou preocupado com o fato de o município abrigar duas grandes empresas de tabaco e ter cerca de 600 produtores de fumo.

“Nas discussões sobre a proibição, geralmente não são abordados os problemas que isso vai gerar para fumicultores e empregados de empresas. Muitos podem ficar desempregados.”

  • 03/07/2009 - 15:25 - Odilon Gonçalves

    Creio que cada um tem o direito de escolha! A mau que causa a saúde com esse vício, é de conhecimento geral, por tanto, quem fuma, tem o direito de escolha... Agora, proibir este ato, mesmo em lugares fechados, vai contra nossa Democracia!!

  • 03/07/2009 - 13:10 - Cicero Roberto

    FUMO É NOJENTO, EXTREMAMENTE RUIM PARA A SAÚDE DE QUEM FUMA E DO QUE FUMA PASSIVAMENTE, É RUIM PARA O MEIO AMBIENTE, É DINHEIRO QUEIMADO QUE ENRIQUECE POUCOS, NÃO É NECESSIDADE BÁSICA E DÁ ENORMES GASTOS PÚBLICOS COM SAÚDE. TEM QUE SER PROIBIDO!!!...

  • 02/07/2009 - 08:53 - curitibano reclamando

    OS IMPOSTOS COLHIDOS COM A VENDA DE TABACO, DEVERIA SER REVERTIDA PARA PROGRAMAS DE AUTO AJUDA A FUMANTES QUE QUEREM ABANDONAR O VICIO

  • 02/07/2009 - 08:51 - curitibano reclamando

    O SUS DEVERIA TER TRATAMENTO PARA FUMANTES...E SE TEM.. QUE EU NÃO SAIBA... DEVERIAM DIVULGAR... POIS A POPULAÇÃO CARECE MUITO DE INFORMAÇÕES

  • 02/07/2009 - 08:50 - curitibano reclamando

    ACHO QUE ELES DEVERIAM PENSAR NA SAÚDE DOS FUMANTES, FAZENDO PROJETOS PARA AUTO AJUDA, ACHO QUE SERIA MELHOR DO QUE FICAR PORIBINDO AS PESSOAS DE IR E VIR

  • 02/07/2009 - 05:12 - Alexandre Arcari

    Nao justifica todo esse medo. moro na Italia, aqui è proibido fumar em qualquer lugar fechado e garanto, o movimento dos bares e casas noturnas nao caiu e as pessoas continuam fumando muito, bem mais que no Brasil.

Comentários desativados

Você sabe o que deixamos de informar? Envie sua sugestão