PM preso depois de roubar carro em Santa Catarina

Marcelo Vellinho Publicação 07/08/2007 às 00:11:07 Atualizado 19/01/2013 às 21:15:19

Foto: Walter Alves

Fabrício levou o carro para o apartamento de sua sogra.

O policial militar Fabrício Fernando Minini, do 17.º Batalhão, foi preso em flagrante na madrugada de ontem, acusado de assaltar um comerciante e roubar um Audi A3, em Mafra (SC). Ele foi preso no apartamento de sua sogra, no Água Verde, em Curitiba, depois que o carro foi localizado pelo sistema de rastreamento existente no veículo. Após horas de “negociações”, em que Fabrício se recusava a permitir a entrada da polícia na residência, ele foi finalmente encaminhado à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e autuado por roubo. Informado da prisão, o comerciante Algacir Nunes Pereira, 52 anos, veio até a capital paranaense e reconheceu o policial como sendo o assaltante.

A vítima explicou que o roubo aconteceu por volta das 22h30 de domingo, quando ele voltava do trabalho. “Antes de ir para casa, fui até a farmácia, comprar remédio. Quando saí, ele me abordou e mostrou a arma”, relatou Algacir. Após ter o Audi placa MBK-2378 roubado, o comerciante acionou a empresa responsável pelo rastreamento do veículo, o que possibilitou a sua localização. Quando soube quem era o ladrão, Algacir se surpreendeu. “O cara tem emprego, é policial e, em vez de ajudar as pessoas, vai assaltar”, indignou-se.

Aproximadamente duas horas depois de levar o carro, Fabrício chegava ao prédio onde mora a namorada, na Avenida Água Verde. Investigadores da DFRV foram informados do endereço e quando chegaram ao edifício, pouco antes da 1h, certificaram-se da presença do Audi na garagem. O porteiro confirmou que havia sido o policial quem entrou com o veículo e que ele vinha com freqüência ao prédio. Porém, o policial negava-se a permitir a entrada dos investigadores sem ordem judicial. Somente após algumas horas de conversa e com a chegada do delegado Ronald de Jesus, da DFRV, Fabrício recebeu voz de prisão e foi detido. Com ele, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 40, da corporação. Além disso, no carro foi encontrada uma máscara balaclava.

Revolta

Não foi somente o comerciante que se-indignou com o fato de o preso ser um policial militar. O comandante do 17.º Batalhão, tenente-coronel Scheremeta, também mostrou-se revoltado. “Não podemos tolerar qualquer atitude que macule a imagem da PM. Um policial é contratado e treinado pelo Estado para servir à comunidade e não para ser bandido”, declarou Scheremeta. De acordo com o comandante, o próximo passo é investigar se há envolvimento do policial em outros crimes.

Lotado em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, Fabrício Minini ingressou na Polícia Militar no dia 8 de março de 2001. De acordo com sua ficha policial, seu comportamento era considerado ótimo e nada constava contra ele.


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