Nove corpos à espera de liberação no IML de Curitiba

Clewerson Bregenski Publicação 04/11/2006 às 00:39:05 Atualizado 19/01/2013 às 20:06:57

Foto: Fábio Alexandre/O Estado

Nove vítimas de mortes violentas ou naturais são desconhecidas e estão nas gavetas do Instituto.

Nove corpos estão recolhidos nas câmaras do Instituto Médico-Legal de Curitiba à espera de liberação. São vítimas de mortes violentas e de causas naturais que permanecem no aguardo de familiares para que possam ser devidamente identificadas e, posteriormente, sepultadas. Dos nove cadáveres, três homens e uma mulher estão sem nenhuma identificação e outro apresenta apenas o provável nome de Roberto.

A desconhecida é a mulher encontrada morta jogada num gramado à margem da Rua Lerina Maciel Ribas, na Barreirinha, na última quarta-feira. Ela aparenta idade entre 25 e 30 anos e tem uma tatuagem nas costas. A causa da morte ainda está na dependência de exames.

Os homens ainda não identificados morreram de forma violenta. Um deles foi encontrado boiando nas cavas do Zoológico de Curitiba, no Boqueirão, em 26 de outubro. Ele aparenta ter 25 anos, é moreno claro e sofreu agressão física. Outro não identificado até o momento, também tem aproximadamente 25 anos, moreno claro e possui uma tatuagem de dragão no braço direito. Foi assassinado a tiros e “desovado” na madrugada de 30 de outubro, em um matagal na Rua Guilherme Tragante, Tarumã, enrolado em um cobertor.

E finalmente, o último desconhecido morreu no Hospital Cajuru, no dia 2 de novembro, após cair do telhado de um estabelecimento comercial, em Pinhais, enquanto tentava fugir da Polícia Militar. Segundo o que foi apurado, ele estava acompanhado por Cícero Mendes de Oliveira e arrombou a porta da loja para assaltá-la.

A PM foi avisada e cercou o lugar. Na tentativa de fuga, o indivíduo foi baleado e caiu do telhado, fraturando a coluna cervical. Encaminhado ao hospital pela PM, ele não resistiu. Cícero foi preso e levado à delegacia de Pinhais.

Identificados também esperam

Além dos desconhecidos, faltam ser liberados os corpos de Carlos Alberto S. Ribeiro, que está no necrotério do IML desde 13 de outubro; Roberto (21 de outubro); Arcílio Machado (28 de outubro); e Valdir Sérgio Porks (2 de novembro). Valdir morreu no interior da carceragem do 7.º Distrito Policial (Vila Hauer) e a causa da morte depende da realização de exames complementares.

A pedido da família, também está recolhido o corpo de Letícia Nascimento Andrade (31 de outubro). Letícia morreu logo após o nascimento, no Hospital Municipal de São José dos Pinhais. O corpo foi recolhido ao IML, após o velório, para a realização da necropsia.

Vítimas de duplo homicídio são reconhecidas

Foram identificados por familiares os dois jovens encontrados mortos na Rua Formosa, Jardim Icaraí, Uberaba, na noite de quarta-feira. São eles o pintor Evandro Perpétuo Cordeiro de Andrade, 25 anos, e o pedreiro Robson José Marques, 24, ambos moradores na região. Os corpos já foram retirados do Instituto Médico-Legal.

Os dois foram mortos com tiros no rosto e, no local, policiais militares não conseguiram levantar nenhuma informação que indicasse a autoria do duplo homicídio, tampouco a motivação. No Jardim Icaraí, testemunhas preferem não repassar informações com medo de futuras represálias.

Próximo ao corpo de Robson, o perito Silvestre, da Polícia Científica, localizou projéteis de pistola 9 milímetros (uso restrito das Forças Armadas) e também pistola 380. Os diferentes calibres indicam a possibilidade de o crime ter sido cometido por duas pessoas.


Publicidade

Publicidade

Comente a notícia