Países pobres da América do Sul avançam mais

Agência Estado Publicação 23/07/2002 - 18h45 Atualizado 19/01/2013 - 20h34

Dois dos países mais pobres da América do Sul, um deles conturbado permanentemente por guerrilhas e por cartéis da cocaína, apresentaram os maiores crescimentos do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente na última década.

De 1990 a 2000, o índice da Bolívia - 114º no ranking geral cresceu 9,36%, enquanto o da Colômbia melhorou 7,22%.

Esse fenômeno também é verificado em outras nações da América Central, principalmente aquelas que saíram de situações de guerra civil. É o caso de El Salvador e Guatemala, que evoluíram respectivamente 9,97% e 9,36% em 10 anos - o melhor desempenho da região.

Em alguns casos, isso pode ter ocorrido porque o simples fim dos conflitos permitiu que os indicadores de educação e expectativa de vida avançassem. A melhora da Colômbia, no entanto, não tem uma boa explicação, além do fato de que se trata de um país pobre e que os mais pobres têm mais espaço para melhoras.

Uma prova disso é que o número 1 do ranking - a Noruega cresceu apenas 4,78% no mesmo período, e os Estados Unidos, 2 96%. Os países mais desenvolvidos da América do Sul, como Argentina (34º) e Chile (38º), também tiveram uma evolução modesta: 4,58% e 6,68% de crescimento no IDH. O indicador do Brasil passou de 0,710 em 1990 para 0,757 em 2000 - um aumento de 6,62%.

A comparação dos índices de diferentes períodos mostra que a Venezuela é o país mais estagnado do continente. Tinha um IDH de 0,757 em 1990, que hoje está em 0,770 - uma ampliação de apenas 1,85%.

No resto do mundo, a China é o país que literalmente decolou. Seu IDH cresceu 16,35% na última década. Outros tigres asiáticos apresentam boa evolução: Coréia, Cingapura e Malásia, por exemplo, avançaram mais de 8%.


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