Picasso, Monet, Renoir e Utrillo no leilão da Christie´s

Publicado em 07/05/2007 às 13:59:53 - Atualizado em 20/01/2013 às 09:42:19
Perfil de Ilson Almeida

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“Na foto, “Nature Morte au Crâne de Taureau) de Pablo Picasso, óleo sobre tela medindo
 65,4 x 92,9 cm, com valor estimado entre US$ 4.500.000.00 e US$ 5.500.000.00”.

O leilão “Impressionistas & Modernos” da Christie´s, em New York, neste mês, colocará à venda no bater do martelo “Natures Morte au Crâne de Taureau”, de Pablo Picasso (1881-1973), por preço base que pode ir de US$ 4,500.000.00 a 5,500.000,00.

A Christie´s, uma das duas maiores casas de leilões do mundo, estará vendendo também quadros de Claude Monet, Maurice Utrillo e Auguste Renoir, além de pinturas e esculturas de outros famosos impressionistas e artistas plásticos modernos.

Individual de Gonçalo Ivo

Encerra-se no dia 12 deste mês, na Dan Galeria (Rua Estados Unidos, 1638, Jardim América, São Paulo, SP) exposição individual do artista plástico Gonçalo Ivo.

Gonçalo Ivo, filho do escritor Ledo Ivo, reside em Paris desde o ano 2000 e não expunha em São Paulo desde 2003.

O artista foi revelado na mostra “Como Vai Você Geração 80?” Na atual exposição, reúne pinturas a óleo, dez têmperas e uma dezena de objetos escultóricos.

Falando sobre sua infância e o despertar para as artes plásticas, atribui seu início à admiração que tinha por Iberê Camargo e Lygia Clark, amigos de seu pai que frequentemente lhe permitia visitas aos ateliês daqueles artistas. “Na foto, objeto escultórico “sem título”, datado de 2006, têmpera sobre madeira medindo 50 x 15 x 15 cm.”

“Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea”


“Na foto, “Ponta d´Areia”,  Niterói, Rio de Janeiro, óleo sobre tela de José Pancetti
medindo 40 x 50 cm., apresentada pela Pinakotheke Cultural”.

A “SP Arte Feira Internacional de Arte Moderna e Contemporânea”, que neste ano marcou sua terceira versão em São Paulo, foi realizada no parque Ibirapuera pelo curso espaço de tempo entre 18 e 22 de abril. Participaram 59 galerias do Brasil e do Exterior, o que tem permitido à imprensa especializada, mesmo “a posteriori”, divulgar as principais obras apresentadas e dar seguimento aos temas dos debates realizados no importante evento.

A feira segue os modelos das similares internacionais como a Arte Basel (Suíça) e sua edição de Miami, com palestras e ciclos de debates paralelamente ao evento. Destes, participaram artistas como Cildo Meirelles e José Resende, os curadores Tadeu Chiarelli e Chistina Tejo e o galerista André Millan.

Humor na arte de Balen

O artista gaúcho Fábio Balen, em comemoração ao “Dia das Mães”, está expondo individualmente no Shopping Mueller – Espaço Cultural Café do Top – Piso Cinemas, em Curitiba.

Reconhecido como um artista que harmoniza cores e formas definidas em acrílico sobre tela, um dos traços marcantes das obras de Balen, nessa exposição é o humor. Ele já expôs em vários Estados brasileiros e na França, Holanda, Estados Unidos e Espanha.

A mostra estará aberta até o dia 20 deste mês. “Na foto, “Mulheres de Picasso Correndo à Noite”, acrílica sobre tela”.

Niobe Xandô, pioneira do Realismo Fantástico


“Na foto, “Máscaras V”, obra de 1967 medindo 95 x 142  de Niobe Xandó”.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo está exibindo uma retrospectiva da artista pioneira do “Realismo Fantástico Brasileiro”, Niobe Xandó. A mostra denomina-se “A Arte de Subverter a Ordem das Coisas” e apresenta ao público 182 obras sobre temas da natureza, culturas primitivas e elementos gráficos que são usados como fórmulas mágicas de um antigo simbolismo, enfatizando a força que ainda une os homens e os deuses.

Segundo Mário Schenberg,  Niobe é a artista brasileira pioneira do “Realismo Fantástico”. Já o crítico francês Claude Arsene Vallet refere-se a seus grandes hieróglifos como fórmulas mágicas de um antigo simbolismo e enfatizam a força que ainda une os homens aos seus deuses, buscando conciliar num todo coerente dois universos aparentemente contraditórios – o tribal, arcaico, e industrial , da sociedade contemporânea.

“Três Dimensões”

Predominam na exposição “Três Dimensões”, coletiva de Nobuhiko Suzuki, Futoshi Yoshizawa e Kimi Nii, aberta na Galeria Deco (Rua dos Franceses, 153, Bela Vista, São Paulo, Capital), a suavidade e a transparência. A mostra estará aberta até o dia 13 deste mês.

As características das obras expostas estão bem expressas nos trabalhos de um dos participantes, Nobuhiko Susuki. O material utilizado são placas de vidro, metal, lentes com interferências coloridas. Já Kimi Nii trabalha com argila em artefatos de dobras delicadas e esculturas de encaixes surpreendentes. “Na foto, “Leveza Transparente”, bola de metal com lentes de Nobuhiko Suzuki”.

“Projeto Lado B” reúne onze artistas


“Na foto, obra de Vitor Bellon”.

Trata-se de uma interessante promoção iniciada há dois anos, que rouba dos antigos discos de vinil a idéia de usar o lado “A” para a gravação de músicas com maiores possibilidades de comercialização e o lado “B” para produções de maior valor artístico, porém menos atraentes para o público comprador.

A idéia foi discutida no atelier de Akira Otani, no Bar Camalehon, em São Paulo. O participante ilustrador e artista plástico Roberto Santana sugeriu a 11 artistas visuais que realizassem o projeto com exposição de artes visuais, exibição de animações, oficinas e palestras para jovens que necessitam deste tipo de ação social.

A exposição deste ano vai até 19 de maio na Galeria Central (Rua Fortunato, 236, Santa Cecília, São Paulo, SP), com obras de Akira Otani, Allan Sieber, Céu Dellia, Henrique Lorca, Jaca, Marco Carillo, Orlando Pedroso, Sâmara Costa, Daniel Bueno, Roberto Santana e Vitor Belon.

Modernismo na fotografia

A Galeria Bergamin (Rua Rio Preto, 63, São Paulo, SP) manterá aberta até o dia 26 deste mês a exposição “Fragmentos: Modernismo na Fotografia Brasileira”. A curadoria é de Iatã Cannabrava e a coordenação de Cecília Ribeiro. São trabalhos de 24 fotógrafos pertencentes às vertentes do fotoclubismo brasileiro e que, em certa época, lá por volta os anos 40 e 50, se insurgiram contra a estética tradicional vigente e enveredaram pelo caminho da experimentação fotográfica.

O movimento começou no Foto Cine Clube Bandeirantes, de São Paulo e se alastrou por inúmeros outros fotoclubes. “Na foto de German Lorca datada de 1970, medindo 24 x 40 cm., “Catedral de Aparecida”.

Clóvis Graciano

Até o dia 22 de junho, o Espaço Cultural BM&F (Praça Antônio Prado, 48, centro, São Paulo, Capital) está com uma mostra de obras de Clóvis Graciano. Maria Helena Prudêncio cataloga a obra do pintor paulista nascido em 1907 e falecido em 1988, chegando a 1.500 trabalhos entre pinturas,desenhos e famosos murais. Graciano foi membro do famoso Grupo Santa Helena, onde dividiu ateliês com Volpi, Bonadei, Pennachi, Rebolo e Zanini. Praticamente todos estes estão completando centenário de nascimento.

Nesta mostra estão cerca de 40 trabalhos produzidos entre 1936 e 1976. “Na foto, “São Francisco”, óleo sobre tela de 1960”.

Leilão na Brazil Gallery – Arte e Leilão no dia 17


“Na foto, “Gato” de Aldemir Martins em acrílica sobre tela medindo 60 x 81 cm.
Será vendido a lances livres”.

A Brazil Gallery – Arte e Leilão (Av. Jurecê, 799, Moema, São Paulo, Capital) realizará seu próximo leilão no dia 17 deste mês, com início às 21 horas. Serão vendidas, no bater do martelo, obras de Aldemir Martins, Dario Mecatti, Gustavo Rosa, Fukuda, Vincenzo Cencin, Sigaud, Waldomiro de Deus e muitos outros artistas plásticos brasileiros reconhecidos nacionalmente.

O catálogo completo pode ser visto no “site” www.brazilgallery.com.br.

Lances prévios são admitidos pelo e-mail: info@brazilgallery.com.br ou pelos telefones (11)5042-0707/5092-4466.

Gastão Manuel Henrique/Esculturas

A Galeria Anna Maria Niemeyer (Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 205, Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, RJ) abre neste dia 8 exposição de esculturas de Gastão Manuel Henrique. A mostra permanecerá à disposição do público até o final do mês.

O artista, natural de Amparo, São Paulo, é escultor, professor, pintor e desenhista. Freqüentou o curso de pintura da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro. Viajou para a Europa, onde permaneceu até 1963.  Voltando ao Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro. No final da década de 60 produziu “Objetos Conversíveis”, com base em formas geométricas recortadas em madeira que podem ser manipuladas pelo espectador. Indo residir em Brasília, começou a lecionar no Instituto Central de Artes da Faculdade de Arquitetura da UNB. Também lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio e no MAM/RJ. Atualmente é professor do Instituto de Artes da Unicamp. Em 2005 apresentou uma mostra de 50 peças no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. “Na foto, escultura em madeira de Gastão Manuel Henrique cuja foto serviu de capa para o convite da atual exposição”.

MNBA com entrada franca

Até o início do segundo semestre, o Museu Nacional de Belas Artes (Rio) estará com entrada franca para todas as suas exposições.

A programação teve início inspirada no mês das mulheres, exibindo a partir de 6 de março um raro trabalho do artista francês Nicolas Antoine Taunay. Trata-se do retrato da criada Jeanneton, que foi a obra do mês.

Na Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea está aberta a exposição permanente reunindo 180 obras de mestres das artes visuais, distribuídos em 1.800 metros quadrados de área de exposição. Lá podem ser apreciadas obras como “Café”, de Portinari e “Auto-Retrato”, de Tarsila do Amaral. Entre as peças exibidas estão também obras de artistas famosos como Amílcar de Castro e Guignard. “Na foto, “Retrato da Criada Jeanneton”, óleo sobre tela de Taunay medindo 45 x 36,5 cm., sem assinatura”.

“Vieira da Silva no Brasil”

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (Parque Ibirapuera, portão 3) manterá aberta até o dia 3 de junho a exposição “Vieira da Silva no Brasil”. A mostra, com 116 obras e a apresentação em tempo real do restauro do único painel de azulejos realizado pela artista luso-francesa, dá destaque à sua produção no período em que viveu no Brasil, de 1940 a 1947.

Integram a mostra obras de coleções de diversas instituições brasileiras e européias como a Fundação Arpad Szenes e Vieira da Silva, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Coleção do Metrô de Portugal, além da Coleção Roberto Marinho, Coleção do Museu Murilo Mendes, de Juiz de Fora, e a Coleção Gilberto Chateaubriand do Rio de Janeiro. “Na foto, “La Rècolte, obra de 1943”.

Beatriz Milhazes no Itaú Cultural de S. Paulo


“Na foto, “Menino Pescando”, acrílica sobre tela datada de 1997 de Beatriz Milhazes”.

Beatriz Milhazes não é exatamente uma artista plástica popular no Brasil, embora bem conhecida nos meios artísticos.

Carioca, ainda jovem e residente em São Paulo, é entretanto famosa no Exterior, com obras nos maiores museus dos Estados Unidos e Europa e nas principais galerias e coleções das maiores capitais do mundo.

Seus trabalhos custam milhões e superam, em muito, os preços de quadros de famosos pintores brasileiros.

O Itaú Cultural, que estará apresentando até o dia 27 deste mês a mostra “Itaú Contemporâneo – Arte do Brasil 1981-2006”, com 127 obras do seu imenso acervo de mais de 3.000 peças, tem quadros de Milhazes e está expondo um deles na sua sede paulistana (Av. Paulista, 149, Bela Vista, São Paulo, Capital).

“Objetos do Desejo”

Até o dia 19 deste mês, o artista plástico Valdo Rechelo apresenta a exposição “Objetos do Desejo” na Galeria Área Artis (Rua Normandia, 92, Moema, São Paulo, Capital). A mostra reúne objetos intimistas e sensíveis, misturando os mais diversos materiais relacionados ao universo feminino. São pérolas, cristais, rendas, fotos antigas, fragmentos de cartas e figuras masculinas e femininas nuas. Um erotismo velado por meio de elementos transparentes como asas de libélula, aquarelas e papéis de seda. “Na foto, “Segredo I”, obra medindo 41 x 30 cm.”.



José Antonio expõe no Memorial de Curitiba


“Na foto, instalação “sem título” de José Antonio”.

O mezanino do Memorial de Curitiba exibe, desde domingo dia 6 até o dia 3 de junho, a exposição “Tramas”, reunindo instalações do artista plástico mineiro José Antonio. As obras, elaboradas com estruturas de ferro, tecidos e fios, criam cenários que são compartilhados com o público. O visitante vivencia, em contato com as obras, um espaço diferenciado, um mundo irreal que atrai o olhar e proporciona experiências sensoriais.

“O que o artista nos propõe é um outro espaço a ser vivido, percorrido não só pelo olhar como pelo corpo que transita por entre elementos de crua matéria, transformados em fonte inesgotável de experiências sensoriais, destaca o curador da mostra Francisco Vaz Nunes, também responsável pelo texto do catálogo. Nunes é mestre em História da Arte e da Cultura pela Unicamp.

Olga Beltrão expõe na Casa da Fazenda do Morumbi


“Na foto, “A Rosa”, técnica mixta de Olga Beltrão medindo 80 x 90 cm.”.

A artista plástica carioca Olga Beltrão reside e trabalha em São Paulo. Seus quadros, além de alcançarem os mercados paulista e do Rio de Janeiro, estão conquistando países europeus através de exposições e presença em galerias e coleções. No Velho Continente, Olga é conhecida especialmente na Grécia e na Suiça. Em Athenas já realizou diversas exposições individuais e ainda neste mês mais uma será inaugurada.

No próximo dia 8, abrirá a individual “Diversidade” na Casa da Fazenda do Morumbi (Av. Morumbi, 5594, São Paulo, Capital). A exposição estará à disposição do público até o dia 20 deste mês.


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