19/07/2008 às 14:00:58 - Atualizado em 07/08/2008 às 14:12:28

Cliente vip





A modelo Luiza Brunet, que se rendeu às abraçadeiras (pulseiras em fios de seda tramados) da Wishes, é uma das clientes vips da marca de acessórios paranaense, dirigida por Daniela Leão. Aliás, a marca já está com a nova coleção em desenvolvimento. A Wishes tem como elemento principal em suas peças a prata de lei, que aliada a novos e diferentes materiais, proporciona objetos exclusivos e sofisticados.

Reedições comemorativas


Dois perfumes deliciosos de muito sucesso voltaram repaginados para alegria da mulherada.

O perfume Calèche, da Hermès, foi sucesso instantâneo quando criado, em 1961. A bolsa Kelly, hit da marca, ganhou este nome depois de usada por Grace Kelly, em 1956 - e nunca mais parou de ser produzida. Esse ano, o perfume ganhou nova versão, chamada Kelly Calèche, uma homenagem aos dois ícones da casa. Rosas, couro e madeira são a fórmula do aroma luxuoso, que deve chegar ao Brasil ainda este mês. O outro é o Rock'n Rose Couture, que é uma versão haute couture do Rock'n Rose de Valentino. O lançamento marca os 45 anos de carreira de Valentino Garavani, que afirmou ter pensado, para criar a fragrância, em mulheres que atraem todos os olhares quando entram em algum ambiente. Este já chegou por aqui.

Cozinha sofisticada


É impressionante como Curitiba cresceu. Qualquer um percebe as mudanças que vêm acontecendo na nossa cidade - e para melhor, na minha modesta opinião. A capital paranaense está cada vez mais cosmopolita, absorvendo diversas culturas e pessoas de vários lugares. Hoje, a capital paranaense tem muitas opções culturais, como shows, teatros e exposições. Sem falar nos bares e restaurantes que pipocam a cada esquina. A gastronomia curitibana está mais sofisticada e não deixa nada a desejar a outras cidades brasileiras. Prova disso é o recém-inaugurado Duo, restaurante de primeiríssima qualidade, comandado pelos sócios Luciano Bonati, Marco Carneiro e Rodrigo Cavichiolo. Se for até lá, não deixe de experimentar o Filet mignon crocante com risoto de porccini e o Petit gâteau de goiabada. Os dois são simplesmente divinos!

BATE-PAPO

Alcino Leite Neto, 46 anos, é daqueles jornalistas que fazem a gente comprar o jornal só para ler o seu artigo e saber o que ele está pensando a respeito de determinado assunto. Jornalista com C maiúsculos (crítico com credibilidade e competência), ele entrou na profissão de jornalista porque queria ser crítico de cinema.

Uma paixão que acabou exercendo pouco porque, como o próprio diz, foi atropelado por outras atividades. Mesmo assim, foi na cultura que o jornalista trabalhou (e ainda trabalha) durante toda a sua carreira. Por sete anos, Alcino editou os cadernos Ilustrada e Mais!, ambos do jornal Folha de São Paulo, e hoje edita a revista cultural eletrônica Trópico. Alcino também morou dois anos em Paris, como correspondente da Folha. E só voltou porque recebeu o convite do mesmo jornal para ser editor de moda, função que exerce até hoje com... competência, claro! O segredo? Um deles, ele me disse: é ler muito.

Você era editor de cultura e passou para editor de moda. Como foi essa transição?

A maior parte da minha carreira jornalística foi na área da cultura. Durante dois anos, fui correspondente da Folha em Paris. Quando voltei, o jornal me convidou para o cargo de editor de moda. Aceitei por achar que seria um desafio instigante para mim. Passei por um período inicial muito tenso e aflitivo, quando precisei me informar rapidamente sobre todo o sistema da moda, desde questões econômicas até modos de confecção de uma roupa. E ainda há uma infinidade de coisas para aprender!

Você sempre gostou de moda?

Sempre gostei e acompanhei, mas com o olhar mais voltado para o que a moda produz como fenômeno cultural e social. Mas o universo todo é tão fascinante que dificilmente você não se interessa por tudo o mais que faz parte dele.

Você acha que o Brasil já evoluiu bastante nesta área, está evoluindo ou precisa evoluir muito ainda?

Evoluiu bastante e ainda tem muito a evoluir. Eu diria que a indústria de roupas é mais desenvolvida que a de design de moda. Esta ainda passa por problemas de capitalização e de administração dos negócios. Mas é possível perceber um desejo forte das grifes de aprimorar e difundir o design de moda no País.

Quais são as vantagens e desvantagens que as semanas de moda brasileiras têm em relação aos eventos semelhantes lá fora?

As vantagens das semanas estrangeiras são a tradição, o poder econômico e a qualidade dos produtos. As vantagens do Brasil são a juventude, a desenvoltura e a liberdade criativa.

Como a moda e os estilistas brasileiros são vistos lá fora?

Ainda são vistas como pessoas secundárias para o mercado mundial. Mas, pouco a pouco, alguns têm aparecido mais e vão se tornando conhecidos. A moda não existe sozinha, mas relacionada a uma série de outras coisas. A moda brasileira só chamará mais atenção no exterior quando o próprio País tiver maior expressão internacional, do ponto de vista econômico. Para ela ser conhecida, é preciso que as roupas sejam vendidas em diversos países, que haja lojas das grifes por toda parte.

A economia atual está favorecendo a moda brasileira?

Não, pelo contrário. A inflação voltou a assombrar o País e uma das primeiras coisas que os brasileiros fazem ao sentirem que estão economicamente ameaçados é cortar as despesas com vestuário. É um momento delicado...

Os conglomerados de marcas comandados por um mesmo grupo são o futuro da moda brasileira?

É um caminho inevitável, por causa da tendência à concentração de capital. A internacionalização dos negócios também tende a promover estas fusões, porque é mais eficaz ir para o mercado global conduzido por um grupo forte. Mas sempre haverá grifes independentes, pequenas ou maiores.

O que você achou das propostas que foram apresentadas no último SPFW e Fashion Rio para o verão?

No geral, as marcas pareceram indecisas e tímidas. Eu esperava mais dos desfiles de verão, uma temporada que é tão importante para o Brasil.

Qual o estilista brasileiro de maior talento e o de menor?

Não dá para falar em maior ou menor talento. Depende do momento, da temporada, da coleção. Estilistas que foram muito bem em uma temporada podem ir mal em outra, e vice-versa. Mas eu diria que, como em todas as áreas, há bem poucos estilistas realmente talentosos...

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