14/06/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 13/06/2009 às 18:53:47

O Futuro está no Brasil

Quem somos? De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Por que a vida é assim? São perguntas que a humanidade se faz há milhares de anos, sem encontrar respostas. O filósofo holandês Robert Happé, 65 anos, acha que as encontrou e tem andado pelo mundo divulgando-as. O atento leitor já havia ouvido falar dele? Eu também não, mas eis que de repente... De repente, ele ingressa no meu computador, encaminhado por uma boa alma.

Robert Happé nasceu no final da II Guerra Mundial. Tido como órfão, passou a ser criado por uma família. Um dia, um homem aparece e lhe diz: "Eu sou seu pai". Juntos, encontram a mãe em um hospital psiquiátrico. Tentam recomeçar a vida em Amsterdan, mas a mulher adoece e morre de câncer. Aos 16 anos, Robert coloca uma mochila nas costas e parte para descobrir o mundo e seus mistérios. Começa a estudar psicologia, mas é tempo de servir o Exército. Só que ele não quer aprender a matar pessoas.

É preso por desobediência e passa a lavar latrinas e trabalhar na cozinha. Quando o Exército consegue se livrar do soldado fracassado, ele gira o mundo sem dinheiro, de carona. Chega à Índia, ao Nepal, ao Tibet, a Taiwan e ao Camboja. Depois, interna-se na floresta, onde permanece por três anos, alimentando-se (física e mentalmente) da natureza. Ali garante ter tido acesso a Akasha, que seria a grande biblioteca do universo, onde estariam arquivados todos os conhecimentos.

Happé tem certeza que somos muito mais do que sabemos. Que a vida é uma jornada, na qual nós é que devemos descobrir quem somos. E que, com a chegada da chamada Era de Aquário, as pessoas começam a ganhar consciência e a sair das caixas, onde se encontravam como ratos, para enfrentar a desonestidade e corrupção do sistema dominante na Terra: "O sistema passou de dogma religioso para dogma econômico".

Vai além e diz que nossos governantes e orientadores apenas fingem ser nossos amigos, mas não nos dão o que é bom para nós, não nos falam dos nossos valores e qualidades, sequer sabem que somos seres criadores.

E que para aqui viemos e aqui estamos para aprender e evoluir. Por isso, grande parte das crianças (sobretudo as atuais) não gostam das escolas, porque sentem que alguma coisa está errada: "No modelo atual, somos tratados como números e ensinados a copiar e repetir. Fazemos provas o tempo todo, como robôs. Crianças que escrevem (ou dizem) o que pensam, são maus robôs.

E a manipulação tira a identidade das pessoas".

Outra ilusão, segundo Robert Happé, é a absurda importância que se dá ao dinheiro, misturando-o ao poder e à felicidade. "Logo, quando o sistema atual entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro, ficarão sem nada" sublinha. "Porque o verdadeiro poder é o amor e o ser humano é uma só família."

Aí, Robert vai ao pomo da questão: "Nós estamos no mundo que merecemos. Foi nossa própria consciência que nos trouxe aqui, Mas este mundo está prestes a se dividir e os sinais estão aí: uma parte permanecerá na terceira dimensão; a outra, evoluirá para níveis superiores de luz e amor. E o Brasil é a grande esperança. Há, no País, muita conexão com os sentimentos, muita luz e muito cristal que atrai mais luz. E as crianças que estão chegando vêm para nos ensinar. Prestem atenção nelas".
Este conselho, o fiel leitor há de lembrar, já dei e repeti aqui, sem nenhum receio de ser tido como debilóide. Eu, pelo menos, estou de olho nos meus Eduardo, Fernanda e Pedro Henrique.

P.S. - A quem interessar possa, Robert Happé estará participando de seminários no Brasil nos dias 23/6 (Rio de Janeiro) e 26, 27 e 28/6 (Araçoiaba da Serra, São Paulo).

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