05/10/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 04/10/2008 às 16:28:51
Em dólares
Empresários brasileiros e argentinos iniciam nesta segunda-feira (dia 6) o comércio bilateral com moedas locais, sem o uso dos dólares, o “Sistema de Pagamentos em Moeda Local” (SML), ou o denominado “comércio desdolarizado”.
De acordo com a Resolução n.º 3.608, “o SML é um sistema informatizado por meio do qual podem ser feitas transferências de fundos relativas ao recebimento de receitas de exportações brasileiras para a Argentina e ao pagamento de importações brasileiras da Argentina, em reais e em pesos argentinos, respectivamente”.
Cabe ao Banco Central, segundo a norma, consolidar diariamente os valores referentes aos pagamentos e recebimentos processados no SML com o Banco Central da República Argentina, pelo seu equivalente em dólares dos Estados Unidos, apurando o valor líquido a ser transferido pelo banco central devedor.
Recursos para exportadores
Está em curso na área econômica do governo brasileiro a utilização de reservas cambiais para financiar exportações. Por enquanto, já foram anunciados R$ 7 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 13 bilhões com uma alteração em regras previstas para o recolhimento compulsório de bancos, R$ 5 bilhões ao setor agrícola: dinheiro de diferentes fontes para irrigar o mercado de crédito, compensando a escassez de recursos no sistema nacional e internacional.
Feira de meio ambiente na França
Empresários paranaenses interessados em prospectar negócios, conhecer e apresentar inovações tecnológicas ambientais, além de debater caminhos para o desenvolvimento sustentável podem participar da missão empresarial à França, entre os dias 30 de novembro e 6 de dezembro. A missão é promovida pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) em parceria com a Rede Brasileira de Centros Internacionais (Rede CIN). A comitiva vai participar da 23.ª edição da maior feira de meio ambiente na França - Pollutec Lyon 2008. A missão é organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e no Paraná tem a parceria do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Efeito da crise dos EUA
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou que até o final do ano a crise financeira dos Estados Unidos não deve afetar as exportações brasileiras. Segundo ele, um possível impacto negativo só deve ser percebido em 2009. “Num primeiro momento, um efeito que podemos ter é no mercado de crédito, sobretudo para a exportação, a falta de dinheiro em qualquer moeda. Isso pode prejudicar o crédito para as exportações”, avaliou.
Pequenos exportadores
Empresas preparadas para competir no mercado interno e externo. Com esse objetivo, o Sebrae lançou o Programa de Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas. A meta da entidade é capacitar 4 mil empresas de todo o País nos próximos dois anos, para atuar no comércio exterior. Por meio desse programa, serão desenvolvidas, adaptadas e implementadas soluções que contribuam para um posicionamento mais competitivo das empresas também no mercado doméstico, cada vez mais globalizado. “Se fortalecermos as micro e pequenas empresas para o mercado externo, garantiremos também o mercado interno, já que teremos mais produtividade, mais qualidade, mais emprego e renda para o País”, afirma o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Mais notícias sobre negócios internacionais no site: www.exportnews.com.br
Incêndio na Casa da Pedra, em Apucarana, que destruiu a construção que abrigava um projeto social.