05/02/2012 às 12:19:54 - Atualizado em 05/02/2012 às 12:25:00
O 'baseado" de Rita
Na quarta-feira passada Rita Lee, musa e símbolo do rock nacional fazia seu "último show" no Sergipe. A festa era o "Festival de Verão" e mais de vinte mil pessoas prestigiavam cantora.
Lá "pelas tantas" Rita acusou policiais militares que faziam a segurança do evento, de agressão aos fãs, a partir daí passou a ofendê-los até ser presa e ao invés de iniciar a comemoração do final da sua bonita e vitoriosa carreira com amigos na coxia, terminou na delegacia, que convenhamos não era o local mais adequado para aquele momento.
Diz a polícia que Rita teria feito apologia ao uso da maconha e desacatado os policiais, foi autuada e em seguida liberada, segundo ela, com o " auxilio" da vereadora Luiza Helena (aquela mesma) que testemunhou a "seu favor".
Rita é de uma geração onde fumar maconha era algo "romântico" e significava o inconformismo (natural) do jovem com o status quo, ou seja, a geração "paz e amor" que criticava a guerra do Vietnã sem saber bem o porque, fazia do sexo livre uma bandeira da independência feminina e tinha no regime militar o inimigo "ideal" para criar um mundo próprio, que diga-se, muitos dos quais ruíram com o fim do regime (a UNE por exemplo está até hoje sem rumo).
Rita xingou a polícia porque hoje "todo mundo" faz isso, é quase que uma "normalidade", a noção e a sensação de respeito (que cabe também à polícia) não é uma prioridade para nós, o que vale é a "liberdade", não importa se ofenda, agrida, maltrate, se acabe com a honra, macule o nome ou se simplesmente desrespeite, o importante é a "liberdade".
Alguém com a experiência de Rita deveria saber que sua atitude poderia ter transformado seu show em uma tragédia, bastava algum policial ou fã mais afoito para principiar um confronto de resultados imprevisíveis, tenho convicção que as consequências do fato ficaram "baratas" para a consciência de Rita, situações bem menos tensas tiveram finais absolutamente nefastos.
Era de se esperar algo mais consistente da sexagenária roqueira, embora tenha levado uma vida desregrada, gostando de sombra e água fresca e sendo a ovelha negra da família.
Os policiais responsáveis pelo trabalho foram altamente profissionais, agiram com a tranquilidade e o equilíbrio que se espera de um operador da Segurança Pública em momentos como esses.
Mesmo insultados por Rita: "cachorros, cavalos" e outras palavras de "baixíssimo calão", não perderam a postura, foram lá na hora certa e prenderam a companheira do Serguei.
Desse episódio pode-se depreender o seguinte: liberdade é algo ainda incipiente na compreensão da maioria dos brasileiros, maconheiro romântico é coisa de um passado longínquo para uma geração que está quase desaparecendo, polícia equilibrada e lúcida é imprescindível na conquista da liberdade e do respeito, e finalmente "pau que nasce torto morre torto", ou como diria Rita Lee não adianta chamar quando alguém está perdido procurando se encontrar, tire isso da cabeça.



















Plantão Policial
Plantão de Terça - 22/05
Tribuna da Verdade
Justiça. Nada mais!
Mara Cornelsen
Agradecimento