02/09/2010 às 11:57:23 - Atualizado em 02/09/2010 às 11:58:12

Tributo ao Jornal do Brasil

A vida é feita de ganhos e de perdas, de memórias e lembranças, de saudades alegres e de tristezas que nos propiciam crescimento e ensinamentos.

É a vida que segue...

Hoje pela manhã, 1º de setembro de 2010, ao abrir a porta de meu apartamento e refúgio no Rio de Janeiro, não encontrei mais, como de costume, a diária edição impressa do JORNAL DO BRASIL, que me acompanhava fazia muitos anos.

Fiquei triste. Abriu-se uma lacuna. Perdi um companheiro de anos, de todos os dias.

Minha assinatura original do JB foi um presente de minhas tias sergipanas que residem no Rio. Elas queriam me oferecer o GLOBO, mas preferi o JB, pelo conteúdo à época, em especial pelo suplemento dominical, muito rico, informativo e interessante (precursor do futuro e extraordinário Caderno B). Nunca me arrependi da escolha feita.

Mesmo com a crise no jornal, suas mudanças de formato e conteúdo, a alternância dos articulistas principais, lá estavam, quando no Rio, eu e o JB, maneira carinhosa de conhecimento de tão importante veículo da imprensa brasileira.

119 anos de existência, eis que fundado em 09 de abril de 1891 (dia e mês do aniversário de meu pai Constante Resieri Moro), que se encerravam na versão impressa (agora só pela internet).

Aprecio e acompanho as evoluções e a necessária rapidez das informações, mas confesso que me delicia poder folhear páginas de jornal, revistas, livros, publicações, leis e Códigos. Acho que sou "das antigas", como dizem os modernos...

E pensar que "o baiano entre os notáveis baianos", o "brasileiro entre os notáveis brasileiros", o "advogado entre os notáveis advogados da história", Ruy Barbosa (meu Mestre e inspirador maior) foi o editor-chefe do JORNAL DO BRASIL nos idos de 1893, quando foi fechado pelo governo Floriano Peixoto, reabrindo após.

No JB, além de Ruy (que intimidade...), Carlos Drumond de Andrade, Barbosa Lima Sobrinho, João Saldanha, Carlos Castelo Branco, Otto Lara Rezende Ziraldo e tantos outros. Que textos, que conteúdos, que imprensa.

Que saudades do "meu" JORNAL DO BRASIL. Guardarei tua última edição impressa como quem guarda um carinhoso bilhete de alguém que já se foi...

Ganhei mais uma lembrança e aumentaram minhas saudades de dias melhores que ficaram bem guardados na memória.

Ao JORNAL DO BRASIL, os meus respeitos... E também a minha gratidão!

ESTÁ PAUTADO...     

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