11/03/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 10/03/2010 às 22:53:15

Decisão final

O jogo, hoje, é no STJD. Na primeira partida o Coritiba foi goleado pelos eméritos julgadores, que ainda sobre o clamor da emoção, impuseram ao clube a maior pena já vista na justiça desportiva. Outra coisa, a rapidez com que aquele julgamento foi marcado merece um capítulo à parte. Naquele dia, o pessoal do Tribunal fez de conta que ouviu a argumentação Coxa para tentar se livrar do castigo. Não é possível que isso aconteça novamente. A demora no julgamento do recurso veio em favor do Alviverde. Os advogados tiveram mais tempo para preparar uma defesa consistente.

É a chance que o Coritiba tem para reverter ou amenizar a punição para uma pena mais branda. As provas de que o circo estava premeditado, de que o presidente avisou ao pessoal da segurança pública sobre o complô armado e das plenas condições do estádio em receber mais um jogo do Brasileirão são contundentes. A prova de que o efetivo da Polícia Militar foi insuficiente viu-se pela TV naquele dia mesmo.

A energúmena ação da torcida uniformiza não era esperada, já que, até então, a facção era elogiada pelo apoio irrestrito ao time e as belas festas, animadas pelo Green Hell. Não tinha o que ser prevenido.

Por outro lado, reverter a punição não significa deixar ser punido. O Coritiba tem lá suas culpas. Baixar excessivamente o preço do ingresso foi a maior delas.

Por outro lado, as medidas que a diretoria do Coritiba tomou para tentar fazer que tal fato jamais aconteça vão servindo de exemplo. Tudo ao custo de enormes prejuízos ao clube. A majoração dos preços dos ingressos, a identificação dos torcedores e a proibição das camisas das uniformizadas em jogos do time são algumas delas.

Caso a punição seja mantida, deve ser reduzida para uma pena mínima e educativa. Os invasores é que devem pegar pena máxima para servir de exemplo. Alguns deles, ainda estão em “cana”. A Polícia sabe onde encontrar os outros. Com a palavra, o Judiciário.

Com qualquer resultado, é importante que a diretoria mantenha o planejamento que, até aqui, vem sendo positivo. Dependendo do número de partidas fora do Couto, as chances de o Coritiba voltar à elite permanecem inalteradas. Caso contrário, plagiando o rival, o investimento maior deverá ser em “chuteiras”.

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