19/02/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 18/02/2010 às 23:44:46

Subalternos e carimbadores

Qualquer um de nós ficaria chateado... desmotivado, mas esse é Joseph Climmer. Quando a notícia de que um burocratazinho do STJD não compareceu ao trabalho para dar vistas aos processos pendentes de carimbo, prejudicando mais uma vez o centenário Coritiba, com a ilegal proibição de atuar no quarto maior estádio particular do sucateado futebol brasileiro, lembrei das performances dos dois humoristas que se apresentaram no Programa do Jô, da Rede Globo, contando a saga de Joseph Climmer. Quem não teve a oportunidade de conhecer, basta procurar pelos sites de busca.

É mais ou menos assim que o Coxa vai fazendo a sua história e cumprindo a sua trajetória de clube social e desportivo. Do fatídico dia 6 de dezembro até esta data, personagens insignificantes - que serão esquecidos num piscar de olhos -tentam fazê-lo arder no fogo do inverno, tomando-o como exemplo para todas as agruras do lado obscuro do futebol brasileiro.

A pergunta que fica é: o quanto valerá essa pena? Será tomada de exemplo para um mini-torcedor, acostumado com as elogiadas festas que aconteceram nas tardes e noites de futebol do Alto da Glória? Claro, que não. Servirá para criar um novo ânimo naquele torcedor que tem por única alegria seguir o seu time do coração? Com certeza, também não. Servirá apenas aos incompetentes e omissos que pretendem, fazendo pouco caso do Alviverde, mostrar à Sociedade que são vigilantes nem que seja somente com aquilo que lhes é de interesse.

Em que becos escuros se meteram os covardes dirigentes e políticos, que dizem defender o interesse dos contribuintes paranaenses, entre os quais está incluída a maioria ordeira da imensa torcida coxa-branca? Como Joseph Climmer, o Coxa vai se reinventando. Mesmo com todas as agruras, vai liderando de forma invicta o Campeonato Paranaense. Mesmo com toda a cantilena dos poderosos que se aproveitam do futebol brasileiro, o Coxa continua vivo. Não é um subalterno ou um carimbador maluco que vai obstruir a sua história. Ela vai continuar a ser contada. Na Vila Capanema, no Caranguejão ou em qualquer lugar.

Tarde demais

Mário Petraglia até tem alguma razão em propor a sua Arena Atletiba, só que a sua proposta chegou uns 15 anos atrasada. Para quem se declarava um arauto das boas novas, do modernismo, ele e o seu projeto já foram tarde.

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