03/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 02/07/2009 às 23:46:20

Pelo alto

Contra o São Paulo, no domingo, o Coritiba vai tentar retomar o caminho das boas apresentações. O time paulista mudou de treinador e de esquema de jogo. Sai o vitorioso 3-5-2 do Muricy Ramalho e entra o 4-4-2 de Ricardo Gomes. O novo treinador joga só com um volante e escala jogadores criativos nas demais posições do meio-de-campo. Não importam os esquemas, pois eles se tornam indiferentes quando se tem a obrigação de somar pontos para fugir da zona do rebaixamento. Com Leandro Donizete, o Alviverde ganha mais pegada. O jogo exigirá isso.

A zaga coritibana, sem Pereira e Felipe, fica capenga. Resta a René Simões improvisar. Como o jogo aéreo é o ponto forte dos paulistas, Vanderlei vai ter que se virar para ajudar a anular essa jogada. Talvez Bruno Batata faça companhia a Ariel Nahuelpan no ataque. Também pode ser uma boa opção defensiva, já que tem ajudado nas faltas e escanteios. Por ser mais brigador, com ele, o ataque fica fortalecido. A ausência de Carlinhos Paraíba antecipa a entrada de Rodrigo Crasso. Vamos ver se o 4.º ala-esquerdo a ser testado dá conta do recado. Quem precisa jogar mais e assumir seu papel de líder é Marcelinho Paraíba, que anda meio sumido nos jogos.

Por enquanto, quatro jogadores estão liberados para procurar time. Nenhum deles fará falta. Ramon e Vicente não podem reclamar da falta de oportunidades. Adriano, sim. Só jogou um amistoso e, naquele dia, mostrou boa presença. Vai ver que nunca repetiu o desempenho nos treinamentos. A porta fechada para uns pode ser a mesma que vai se abrir para outros. A diretoria trabalha e a torcida espera por algo novo. Nada além disso.

Deu Timão


Durou precisos 19 minutos a esperança do Internacional em reverter a vantagem corintiana. O gol de Jorge Henrique selou a sorte colorada e deu o merecido título ao Timão. O que se viu depois foi mera formalidade. Abusando de tabelinhas infrutíferas na congestionada entrada de área paulista, o Inter se mostrou bem menos favorito do que se imaginava. O título ficou em boas mãos.

Sem reza

A Fifa passou um sabão na delegação brasileira, condenando a oração feita no gramado após a conquista da Copa das Confederações. Fez certo, pois o futebol, por ser o esporte que mais une os povos, deve ficar longe de manifestações que possam causar atitudes fanáticas ou intolerantes.

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