04/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 03/07/2009 às 20:34:37
Bilhete de resultados
O produtor rural Nelson Paludo, presidente do Sindicato Rural de Toledo, anda faceiro. Em abril, ele conseguiu falar com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e lhe entregou um bilhete com uma ideia: a criação de um crédito rotativo, espécie de cheque especial para o financiamento das plantações. Paludo, um homem miúdo e de temperamento acoelhado, imaginou que Stephanes sequer leria o tal bilhete. Negativo. Stephanes leu e adotou a ótima ideia, que está embutida nos R$ 5 bilhões destinados ao financiamento da agricultura.
É bom esclarecer
Atenção: “acoelhado”, informa o dicionário, não tem nada a ver, diretamente, com coelho, nem com ovo de Páscoa. É sinônimo para “timidez”, “acanhamento” ou “quietude”.
Notícia boa da política
Nem tudo está perdido. Os moradores da legendária Lapa, a cidade mais tradicional do Paraná, que fica aqui no Sul, pagaram do próprio bolso R$ 10,00 por um jantar-palestra com o deputado federal Gustavo Fruet, do PSDB, onde o tema foi “Economia do Paraná”. Aconteceu ontem, no Clube 7 de Setembro, com lotação total. Os próprios lapianos tomaram a iniciativa. Ou seja, são poucos, mas existem, políticos brasileiros que ainda despertam admiração e mantêm a credibilidade intacta junto à população.
Vale a pena corrigir
Outro dia me referi aqui ao deputado federal Gustavo Fruet como o mais magro entre as lideranças em evidência no Paraná. É verdade, ele é um sílfide perto de um homem bem sacudido, como o governador Roberto Requião ou o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Mas, magro por magro, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também é. Gustavo Fruet, quarentão, é, na verdade, o mais solteiro entre nossas lideranças. Vai ano, passa ano, e ele continua enrolando a namorada, a Márcia, que também mora em Brasília.
Crítica dura ao presidente
O senador mais bonito do Brasil, Alvaro Dias, do PSDB, pegou pesado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em longa entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo de ontem, ele chamou Lula de “irresponsável” e “desonesto” e de usar a crise do Senado para “acobertar os desmandos e falcatruas do Executivo e adiar a CPI da Petrobras”. O tom usado por Alvaro mostra que a eleição de 2010 não será um mero tiroteio, mas um autêntico Afeganistão eleitoral. Aliás, os marqueteiros tucanos vão fazer na televisão uma simbiose de Lula e Sarney, o primeiro com um baita bigode.
Requião não dá nem bola
Nem o governador Roberto Requião, sempre tão zeloso com a chamada coisa pública, nem o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, apareceram no 5.º Distrito Policial de Curitiba para ver as péssimas condições de trabalho dos funcionários e das precaríssimas instalações destinadas aos contribuintes, conforme descrições de testemunha presencial e ocular feitas há uma semana. Mas são esperados no fim do mês na inauguração do novo 5.º Distrito, construído para melhorar o atual e vergonhoso panorama.
Daltônicas
De entregar os pontos
Aos 98 anos, o vô italiano foi para a Bolonha visitar a última irmã viva, uma freira, e ficou lá por seis meses. Por considerá-lo velho demais para o trabalho, a família decidiu contrariá-lo e vendeu o estoque das panelas de alumínio e o caminhãozinho que usava para o transporte. Na volta, o vô pegou a mania de se sentar no quintal todos os dias, de frente para a garagem do caminhãozinho. Morreu em um mês.
Walmart
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Fábio Campana
Jogada de Requião
Et Cetera
Devagar com o andor