01/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 30/06/2009 às 20:34:09

De volta

Está em Curitiba, desde ontem, o ex-ministro Euclides    Scalco, depois de passar 20 dias nos Estados Unidos em visita à filha, que mora naquele país. Assim que esvaziar as malas vai começar a ouvir os amigos mais próximos sobre os últimos acontecimentos políticos na capital paranaense.

Defensiva

Depois de tantos anos na condição de atacante a tudo o que se mexia à sua frente, o governador Roberto Requião entrou na defensiva. Nos últimos dias veio a público para defender as tarifas cobradas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), garantir os serviços de saúde do hospital de Paranaguá, o Canal da Galheta, onde encalhou um cargueiro na sexta-feira, e elogiar a produção industrial do Paraná, que registrou crescimento de 4,1%, apesar da crise.

Os motivos


Para explicar comportamento tão do bem, das duas, uma: ou bateu a paúra de fim de governo ou o governador Requião entrou na andropausa, isso mesmo, o equivalente masculino à menopausa. É quando todo mundo começa a buscar um sentido, assim, mais profundo da vida. E aí amadurece. No caso, deixar o ataque e partir para a defesa. Mas quem quiser pode chamar a “nova fase” de “CASF” Campanha Aberta para o Senado Federal.

Mudança 

Depois de passar meses, anos até, negando que pretendia disputar, mais uma vez, uma vaga na Câmara Federal, o ex-prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, do DEM, deixou um “tico” de dúvida nos seus companheiros de partido. Dá a perceber que anda sentindo saudades de votos na urna. Cassio se elegeu deputado federal depois que deixou a prefeitura da capital, mas não exerceu o mandato. Está trabalhando no governo do Distrito Federal.

Influência


Se decidir voltar mesmo a disputar um cargo nas urnas, Cassio Taniguchi vai enfrentar o velho problema do desgaste do material. O grupo do ex-governador Jaime Lerner que o elegeu e reelegeu prefeito de Curitiba, e depois deputado federal, e ocupou por quase 30 anos o poder local, já não influencia mais a política paranaense. Desfez-se totalmente. Só para se ter uma ideia, um dos seus mais diletos integrantes, o ex-prefeito Rafael Greca de Macedo, está hoje sentado ao lado direito do arquiadversário Roberto Requião. E é feliz assim.

Sem mágoas

O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, do PDT, pelo jeito não guarda mágoas de ninguém. Nomeou Agnaldo Rosa como diretor da Secretaria de Obras da cidade, o mesmo homem que, em 2003, deu um depoimento ao Ministério Público londrinense afirmando que o então deputado estadual Barbosa Neto tinha funcionários contratados pela Assembleia Legislativa trabalhando em seu próprio programa de televisão. 

Visitas 

Ocupante de um dos cargos mais cobiçados desta província, o de representante do Paraná em Brasília, o psicanalista Eduardo Requião, também conhecido como “Vovó Nana”, não esquece do litoral paranaense, onde foi superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Faz, religiosamente, uma visita mensal à sede da Appa. No popular, Eduardo Requião saiu de Paranaguá, mas Paranaguá não saiu de Eduardo Requião. Do ponto de vista freudiano clássico, é o chamado “comportamento de anexação”.

E o dinheiro?

E aí meu caro Paulo Mac Donald, digníssimo prefeito de Foz do Iguaçu, conta aí se já chegaram aqueles R$ 15 milhões prometidos pelo governador Requião em pessoa? Ou ainda é promessa feita e inacabada?

Daltônicas


De choque de gerações

A vó Paulinha, de 70 anos e lá vai pedrada, descreve assim o relacionamento com o bisneto de 50 dias de vida: “Ele abre os olhinhos, dá uma risadinha e dorme”. É pouco em se tratando de convivência entre gerações, mas o jeito com que ela fala, é de pura felicidade.

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