30/06/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 29/06/2009 às 20:45:37

Em queda livre

Avaliação do senador Osmar Dias, às 16h45 de ontem, sobre a situação do presidente do Senado, José Sarney, diante do turbilhão das denúncias: a queda é questão de tempo, muito pouco tempo. O PDT foi um dos primeiros partidos a pedir o afastamento de Sarney, tão logo começou a enxurrada de denúncias contra o ex-presidente da República.

“Seguuuura”

Até junho do próximo ano, quando as convenções estaduais dos partidos vão escolher os candidatos e aprovar coligações partidárias, os Democratas do Paraná têm como única missão impedir que o senador Osmar Dias, do PDT, caia nos braços do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado, os petistas só não selaram a aliança com o PDT porque o deputado Abelardo Lupion, do DEM, discursou antes do colega Angelo Vanhoni e, como bom ruralista, trancou a porteira. Não fosse isso, e o tamanho de Lupion, que tem quase dois metros de altura e assustou os petistas, Osmar Dias estaria pregando as tábuas para o palanque de Dilma Rousseff no Paraná.

Sonho I

Os Democratas paranaenses, gente como Lupion, Eduardo Sciarra, e Ricardo Barros, do PP, sonham em manter a aliança entre o partido de Osmar Dias, PDT, o tucano PSDB, mais o PPS, deixar o PT para lá e garantir um bom palanque para José Serra no Paraná e, assim, ganhar com facilidade a eleição para o governo do Estado.

Sonho II

E o PT sonha em ter Osmar Dias na cabeça de chapa e indicar o candidato a vice. Apesar de vários nomes, o perfil de candidato a vice nesta aliança é o do diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek. Ele consegue defender bem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal até diante de um crítico tarimbado como o senador Alvaro Dias (PSDB), como fez no domingo, no debate na TV Paraná Educativa.

Ocupação

O fato é que o senador Osmar Dias, mesmo batendo na tecla de que não será candidato apenas para montar palanque presidencial, está ocupando cada vez mais espaços. Com esta história de preparar o “Projeto Paraná”, percorrer o Estado nos fins de semana, ter seu nome lembrado pelo presidente Lula, adulado pelo agronegócio, ser o queridinho da prefeitada e ter barba branca, vai acabar candidato único de todo mundo. Uma boa campanha na TV, um Requião só preocupado em se eleger para o Senado e pronto! Eis o Palácio Iguaçu no bolso. Mas tudo isso é como a “Dança dos Famosos”. Só parece fácil.

Novo líder

Já está acertado em Brasília: o novo líder dos Democratas na Câmara Federal será o paranaense Abelardo Lupion, que substitui Ronaldo Caiado no ano que vem.

Apoio

O ex-ministro Euclides Scalco, que está nos Estados Unidos, e o senador Alvaro Dias tiveram uma longa conversa por telefone no fim de semana. A solidariedade foi recíproca diante dos problemas que assolam os tucanos em Curitiba.

Segredo 

Corre em segredo de justiça um processo da área de desmatamento que, quando vier a público, vai abalar as estruturas da Assembleia Legislativa do Paraná.

Restos 

A penúltima vez que um navio encalhou no porto de Paranaguá foi no primeiro governo Requião, logo depois que assumiu o vice, Mário Pereira, e o finado Mário Lobo, aliado da família Requião, mandava e desmandava por lá. Na sexta-feira passada, um cargueiro encalhou no Canal da Galheta, que há cinco anos não vê uma draga pela frente. Tanto no passado como agora, os primeiros suspeitos são os práticos, os profissionais treinados para orientar os navios no canal. Mas se o canal de acesso está entupido de areia, fazer o que com aqueles cargueiros imensos? Encalhe de navio é mau sinal e compromete a imagem do porto em todo o mundo.

Daltônicas


De o que está na natureza

O eterno sedutor elogia os brincos da bela e pergunta se são antigos. Nada a ver com brincos, ou qualquer outro adereço. Na verdade, está interessado na bela inteira e se ela der mole... “babau”!

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