26/06/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 25/06/2009 às 20:19:02

Renúncia de Sarney

No início desta semana, o senador Alvaro Dias (PDSB-PR), conversou com o presidente da Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre as denúncias diárias que afloram na imprensa e foi claro: ou o presidente reagia com mais força, ou seria levado à renúncia. Mais dois diretores foram demitidos por Sarney depois desta conversa, mas a situação vai de mal a pior. Esta história do neto do presidente, José Adriano Sarney, que comanda a área de empréstimos consignados no próprio Senado, denunciada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, fez outro senador do sul, Pedro Simon (PMDB-RS), pedir a renúncia do presidente em discurso no plenário da Casa.

Favorecidos


A família Sarney, pelo jeito, tem presença marcante nos bons cargos do Senado: é filha, sobrinho de um lado, neto de outro, primo, mordomo e por aí vai. Ontem, o tal neto José Adriano Sarney teve a coragem de vir a público e dizer que o fato de estar em posto de comando no Senado, presidido pelo avô, em um dos setores mais lucrativos de finanças no País, o dos empréstimos consignados a salários de funcionários públicos (mais seguro do que leite de mãe), “não tem nada de favorecimento”. Ou seja, o fato de ser neto de quem não significa nada. Vai ser cara-de-pau assim lá em casa, “ô meu”!

Inteligência


Vai ver que a família Sarney tem a mesma característica da família Requião: inteligência a dar com pau.

Renovação


O governador Roberto Requião e o secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari, ou mesmo a imprensa atilada e atenta deste Estado, estão convidados a renovar suas carteiras de identidade, ou o Registro Geral (RG), no 5.º Distrito Policial de Curitiba, no bairro do Bacacheri. O setor (sic) funciona num puxadinho de trinta metros quadrados, onde tentam se acomodar três funcionárias (solícitas e bem-humoradas, mesmo assim), que operam dois computadores “lentium”, da época em que Bill Gates era bebê.

Situação


Os cidadãos, contribuintes portanto, dispõem de três bancos de cimento e um de ferro galvanizado, ao relento. Nos dias de chuva, se espremem em fila indiana debaixo de guarda-chuva. Se não portarem tal acessório, ficam largados às intempéres do tempo. O chamado “mictório”, só mesmo para os mais apertados pela fisiologia, porque o único disponível fica ao lado das celas do distrito. E como se tudo isso não bastasse, o contribuinte continuará esperando três horas para renovar seu principal documento de identidade. A cena se repete em Curitiba e também em outras regiões do Paraná.

Fim do “gato”


Uma figura antiga que se estabeleceu no Paraná com a cultura da cana-de-açucar pode estar com seus dias contados. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o compromisso nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho na cana-de-açúcar, negociado com o setor usineiro para qualificar os bóias-frias, regularizar o trabalho temporário e acabar com a terceirização, o famoso “gato”, que intermediava a mão-de-obra na colheita da cana. Mesmo com a experiência no cultivo da planta, que está presente no País desde os tempos de Dom Pedro I, os trabalhadores da área ainda registram os maiores índices de analfabetismo e as piores condições de trabalho em algumas regiões. Existem até denúncias nas delegacias regionais de trabalho de uso de crack durante a colheita para aumentar o rendimento.

Teatro

A mudança do local onde será construído o novo teatro de Londrina, da zona leste, próximo à rodoviária, para a zona oeste, por decisão do prefeito Barbosa Neto (PDT), pode inviabilizar os recursos federais para a obra. As emendas parlamentares solicitando as verbas foram feitas para o local antigo. Londrina sempre tem problemas com seus teatros. Lembram do prefeito petista Nedson Micheleti (onde anda ele, por sinal?) que passou parte dos dois mandatos debatendo o assunto do terreno do Colossinho, brigando com a rede de supermercados Wal Mart e não deu em nada.

Daltônicas


De tirar vantagem em tudo

Pouco tempo depois de implantar o dente da frente, a mulher descobriu que tinha um câncer incurável. Ligou para o dentista e agradeceu. Por pouco seria enterrada banguela.

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