01/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 30/06/2009 às 23:32:28

Foi bola na mão

No sábado, na Arena, ao término de Atlético-PR 1 x 0 Corinthians, Mano Menezes e vários jogadores do Corinthians, foram na direção do árbitro Cláudio Mercante, que teve uma boa atuação, e pela imagens exibidas pela TV, vociferaram várias expressões, dentre elas a de que o atleticano Rafael Santos havia colocado de forma intencional a mão na bola. A Fifa diz que tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato com a bola com as mãos ou o braço. O árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias: o movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão). A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada). A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração. Portanto, o pênalti que a equipe mosqueteira alegou ter sido cometido pelo rubro-negro Rafael Santos, não aconteceu, porque a bola foi chutada na sua mão e ele não fez nenhum movimento com a mão na direção da bola.

Olho de falcão

Diante do equívoco do árbitro sueco Martin Hannson, no domingo contra o Estados Unidos, que não validou o gol do meia Kaká do Brasil, na final da Copa das Confederações, o presidente da Fifa Joseph Blatter, admitiu que a entidade deverá analisar o lance e posteriormente decidir se admite ou não a utilização da eletrônica no futebol. Perguntado se a tecnologia usada no tênis (Hawk-Eye), o denominado olho da falcão, seria benéfica ao futebol, Blatter desconversou e disse que, há enormes diferenças entre o tênis e o futebol, já que no futebol temos a altura, largura e profundidade. A Fifa já testou o olho de falcão com sete câmeras diferentes na 2.ª divisão do Campeonato Inglês em um gol para ver se a bola entrou ou não e não obteve êxito total no experimento. A entidade testou um sistema com um “chip” na bola que também não conseguiu ser 100% preciso. O manda-chuva do futebol mundial disse que é necessário que o futebol continue com esse lado humano, em que erros fazem parte dos jogos.

PS: De concreto, Blatter confirmou a continuidade do experimento de mais dois assistentes adicionais atrás dos gols na próxima edição da Liga da Europa, que substituirá a Copa dos Campeões, para verificar lances dentro da área penal que fujam do campo visual do árbitro.

Valdir Bicudo. bicudoapito@bol.com.br

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