11/11/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 10/11/2008 às 23:03:49
Peso de grande
O Atlético foi gigante em Floripa. Não pela qualidade, mas pela força da camisa. Quando os jogadores do Atlético e do Figueirense pisaram no gramado, ficou óbvio quem venceria o jogo. De um lado estava uma torcida que, mesmo no seu próprio estádio, estava assustada e conformada; e do outro, a torcida visitante parecia estar em casa. Sabedora de sua força, ela tomou conta das ruas de Floripa, tomou conta do estádio no grito e cantou sem parar, mesmo antes do jogo começar. A vibração da torcida, a força da camisa e a grandeza do Atlético estiveram em todos os cantos de Florianópolis neste jogo decisivo.
Alguns procuram resultados surpreendentes para justificar a não aceitação de que a força de uma torcida e de uma camisa tradicional pesam num momento de grande importância. As zebras acontecem, mas na regra, os grandes se agigantam nos momentos decisivos.
Demos um grande passo, mas não definitivo. Os atleticanos precisam continuar a mobilização para se livrar o mais rápido possível. Foi um fim de semana de gala. Depois de empurrar o Furacão, ficar rouco de tanto cantar o amor pelo Atlético e comemorar a vitória mais importante do ano, fui com os amigos tomar aquele delicioso chope na Joaquina. No domingão, todo ensolarado, curtimos a bela Floripa (que mulheres lindas!), e por onde íamos, com o manto sagrado rubro-negro, éramos reverenciados e parabenizados.
Até porque, Floripa estava pintada de vermelho e preto.
Muitos jogadores estiveram acima da média. Incorporaram a alma de guerreiro da torcida e cresceram. Netinho, Valencia, Rhodolfo, Rafael Moura, Júlio César... Todos estiveram gigantes, mas no campo, o maior de todos foi o mestre Geninho. Coitado do Mário Sérgio, levou um banho e ficou sem rumo.
Agora, é esperar pelo jogo contra o Vitória. Mais uma vez como uma grande decisão. Confiantes, mas com os pés no chão.
Saudações rubro-negras!
Kléber Assunção (Binho)