11/03/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 10/03/2010 às 20:20:56

O que está em jogo

O conflito gerado pela proposta de renúncia da executiva regional do PMDB para que o governador Requião assuma a presidência do partido fez aflorar uma questão que corre nos bastidores. Quem vai comandar a convenção do PMDB em junho de 2010 quando a legenda decidirá se vai fazer coligação com outro partido ou apoiar a candidatura de Orlando Pessuti, do PMDB, que até lá mostrará se é ou não viável? É por isso que os deputados estaduais fecharam questão de manter Pugliesi no comando do partido, pois firmaram um pacto marcado pelo instinto de sobrevivência. Todos estão convencidos de que se o partido naufragar, dos 17 deputados atuais voltará no máximo dez. Razão suficiente não entregar o comando para Requião, que poderá deixar os deputados a ver navios e cuidar apenas do seu projeto pessoal. Pois, pois, é esse o motivo do conflito. Nada mais a acrescentar e por isso senhores e senhoras, tirem as crianças da sala. “O Waldyr Pugliesi será presidente do partido até o fim do mandato para o qual foi eleito. Vamos parar com essa história”, disse o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli, em resposta ao movimento que pretende convencer Pugliesi a renunciar à presidência e repassá-la ao governador Roberto Requião. Romanelli não fala sozinho. Tanto que as bancadas de deputados estaduais e federais apoiam a permanência de Pugliesi no comando da sigla. Se a tropa de choque de Requião vai entrar em campo, a tropa de choque dos deputados que defendem Waldyr Pugliesi também estará lá. “Vamos defender a permanência de Waldyr Pugliesi na presidência do partido”, disse um peemedebista. Vamos ver como se saem as partes nessa luta intestina.

Encontro

Os peemedebistas da Grande Curitiba se reúnem no próximo sábado com o pré-candidato a governador Orlando Pessuti. O encontro deve reunir além do PMDB de Curitiba, cerca de 30 diretórios da região metropolitana e contará também com a presença do governador Roberto Requião.

Campanha
 
Neste evento estarão sendo alinhavados os planos do partido para a campanha de Pessuti ao governo do Paraná.

Polêmica

O projeto que garante ao governador Requião segurança pessoal bancada pelo Estado mesmo depois que ele deixar o cargo provocou ontem divisão e bate-boca entre deputados na Assembleia Legislativa. Requião deixa o governo no próximo dia 31 para disputar uma vaga no Senado, e aliados do governador apresentaram proposta pela qual ele passaria a ter direito a uma escolta com até quatro policiais militares após a renúncia.

Segurança

Depois de toda a polêmica envolvendo o projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa, Requião disse pelo twitter que não cogita usar o serviço de segurança armada.

Obras no CIC


O prefeito Beto Richa e o vice Luciano Ducci assinaram na noite de terça-feira ordens de serviço no valor de R$ 16,8 milhões para diversas obras na Regional da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo o prefeito, estas obras são muito importantes e foram pedidas pelos moradores em audiências públicas.

Lula confirma


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua vinda a Curitiba, Araucária e Londrina amanhã, dia 12. Lula vem acompanhado do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e do senador Osmar Dias (PDT), além de outros ministros ainda não confirmados pelo Planalto.

Agenda

Na agenda de Lula está programada uma visita à Refinaria Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, e à fábrica da Positivo Informática.

O DIA DO REQUIÃO

Hoje, o Duce do Canguiri vai à luta para tomar, na mão grande, o diretório estadual do PMDB do Paraná. Vai enfrentar a reação de metade do partido, justo a metade que tem votos e que já não respeita o Duce. Há quem duvide, e muito, de que ele vai levar.

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