09/02/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 08/02/2010 às 20:37:14

Resumo da ópera

Os cidadãos que ocupam a ribalta da política nativa, de Alvaro Dias a Paulo Bernardo, de Roberto Requião a Gleisi Hoffmann, só conseguem imaginar movimentos e saídas experimentados no passado próximo e remoto, e às vezes repetidos como caricaturas. O tempo ficou propício à desmistificação. Vivemos um momento de revelação. Faltam partidos ideologicamente definidos e modernamente concebidos, conforme se demonstra até pelo fato de que, às vésperas da campanha eleitoral dispomos de candidato que não sabe se vai com a direita ou com a esquerda. O senador Osmar Dias, por exemplo, é um deles e diz com emocionante candura que o importante não é a legenda, o partido, o grupo, é ele mesmo e seu programa de governo. Pois, pois, na outra banda está seu irmão, Alvaro, que jura de pés juntos que tem um acordo firmado com Osmar de nunca se enfrentarem numa batalha eleitoral. Do que Alvaro deduz que se for candidato pelo PSDB, Osmar imediatamente vai retirar sua pretensão no PDT e passará a apoiá-lo. Alvaro é o crítico mais raivoso de Lula e seu governo. Osmar é membro ilustre da base de apoio de Lula e de seu governo. No entanto, afirmam que entre eles não há contradição. E, se não há, como explicar essa unidade política de posições tão divergentes? Vivemos, ainda, em preto e branco. Fala-se em coligações de centro, juntando centro-direita, centro-esquerda, centro-centro. O PT espera que Osmar Dias não se acerte com a direita para tê-lo como genuíno candidato da esquerda. Mas cadê a direita? É igual visitar um cemitério. Onde estão enterrados os cafajestes? Uma coisa é certa: o Paraná, com todas as suas debilidades no campo da política, vai encerrando uma fase marcada por uma geração cujo maior representante é um clown que nos diverte fazendo piadas no twitter.

Sem pressa

O líder do PDT, deputado estadual Luiz Carlos Martins, disse ontem que a pressa em definir as alianças para as eleições de outubro não é do PDT, “mas dos outros”. Onde se lê “outros” leia-se Beto Richa.

3 de abril

Martins fez questão de ressaltar: “Não é o senador Osmar Dias que terá que renunciar no dia 3 de abril”. Martins teve uma longa conversa com o senador no domingo e, da conversa, concluiu que o PDT não vai aceitar nenhuma espécie de pressão com relação a nomes, cargos e alianças.

Exigência

Mas para fechar com o PT, Osmar Dias continua a exigir a escalação de Gleisi Hoffmann como sua vice. Outro nome não engole.

Janene


O ex-deputado federal José Janene (PP-PR), 54 anos, sofreu acidente vascular cerebral (derrame) na noite de sábado e está internado desde à 0h20 de domingo no Hospital Evangélico de Londrina. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, ele chegou inconsciente e com deficiência motora do lado esquerdo do corpo, mas, praticamente, já recuperou os movimentos.

Alianças

Os articuladores políticos do PMDB iniciaram tratativas com os partidos políticos que podem compor a aliança de apoio a candidatura de Orlando Pessuti ao governo estadual. A dificuldade maior é a coligação nas eleições proporcionais para deputado federal e estadual. Ninguém quer se coligar com o PMDB, por ser um partido com muitos deputados com boa votação.

Em separado

A solução, dizem, é a coligação proporcional em separado. Para isso, trabalham na coligação majoritária separada da coligação proporcional, o que é permitido pela lei. Ao construir esta aliança, Pessuti poderá compor um novo secretariado com representantes do PR, PCdoB, PP, PTB, PMN e PHS.

Vagos

Os cargos já disponíveis são as secretarias de Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde, Trabalho e Ação Social, Meio Ambiente, Agricultura, Planejamento e a direção do Detran, do Lactec, da Sanepar, da Copel, da Cohapar e da Paraná Esporte.

O DIA DO REQUIÃO


Aconteceu o esperado por nove em cada dez juristas e homens de bom senso no Paraná. O pregão presencial de Requião para licitar agências de propaganda deu com os burros n’água. Mais uma vez. O juiz respeitou a lei.

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