10/09/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 09/09/2010 às 21:00:21
Pontos de atrito

Aguarda-se para o debate dessa noite, na Rede Massa, um confronto de posições, sobretudo entre os dois principais candidatos ao governo do Estado. Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) já têm na manga as perguntas que vão endereçar ao seu antagonista. O tucano possui, entre outras armas, a acusação de que Osmar está sem personalidade, sendo totalmente dependente da orientação política e eleitoral do presidente Lula, do PT e de Roberto Requião. Do outro lado, o pedetista vai cobrar de Beto o fato de ele ter renunciado à Prefeitura de Curitiba e descumprido a promessa de exercer o mandato por inteiro. Além disso, falará em “palavra”, dizendo que só apoiou Richa em 2008 porque este, em 2010, o sustentaria na corrida ao Palácio Iguaçu. O clima será tenso.
Esmiuçando
No que toca a Beto, ele tem como argumento essa mudança de comportamento de Osmar. Sempre independente e seguro de si, o pedetista hoje carrega um discurso de submissão. Por exemplo: no horário eleitoral de quarta-feira, o senador, em diálogo com o presidente, repetia o tempo inteiro que Lula havia pedido que assumisse a candidatura. O tucano vai criticar também a declaração dada pelo adversário de que, se eleito, terá as portas do Palácio do Planalto abertas caso Dilma Rousseff seja vitoriosa na corrida presidencial.
Análise
Richa, por isso, baterá na tecla de que o oponente condiciona o seu sucesso administrativo ao cenário federal. Também tentará colar em Dias a proximidade com o Movimento Sem Terra, mostrando uma incoerência na vida pública do desafiante. Por fim, vai criticar a parceria com Roberto Requião, visto que Osmar, hoje, representa a continuidade. Há de se entender, por exemplo, que os amigos e familiares do Mello e Silva continuariam no governo. Vai sair faísca.
Outro lado
Já Osmar, quando tiver a palavra, vai pegar firme na tese de que seu adversário não cumpre promessas, tampouco compromissos. A saída prematura da prefeitura da capital revelaria que os seus interesses pessoais estão acima dos anseios da comunidade. Ademais, será instado a explicar as razões para ter traído a pré-candidatura do pedetista, esta consolidada desde a derrota nas eleições de 2006.
No ar
O tema dos helicópteros igualmente virá à tona. Osmar insiste que Richa faz uma proposta inviável de colocar os equipamentos com o objetivo de levar pacientes do interior do Estado para hospitais de referência. É provável que esse assunto não dê liga, pois o transporte aéreo é perfeitamente possível se limitado a doentes mais graves.
Por fora
Casos de corrupção, sempre lembrados em debates, também serão objeto de confrontação. Beto deve pedir a Osmar explicações sobre as denúncias que atingem o governo Requião, especialmente as mais recentes, como o aparecimento de dólares no armário do Eduardo, irmão do ex-inquilino do Canguiri. É duro levar o Roberto nas costas.



















