16/03/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 15/03/2010 às 21:15:12
O desorientado
Agrava-se cada vez mais o mau humor de Roberto Requião. Em todos os eventos públicos que participou nos últimos dias, deixou transparecer seu destempero com a proximidade do fim de governo. Melancólico e estúpido, nem mesmo os aliados o aguentam mais. Uma fonte da coluna contou que o governador em fim de mandato investe contra todos aqueles que dele se aproximam, seja individual ou coletivamente. O homem está fora de controle. Por exemplo, as vaias que recebeu dos trabalhadores da Repar, em Araucária, durante a visita do presidente Lula ao Estado, poderiam ter sido transformadas em aplausos se sua excelência tivesse tido compreensão e humildade. O Roberto deveria reconhecer que o povo tem o direito de protestar e, com inteligência, reverter a situação. Se tivesse a grandeza de pedir desculpas pelos erros que comete, estaria consagrado. Mas o poder lhe fez um mal terrível. Requião retrocedeu, ou melhor, não evoluiu. As suas ideias e seu sistema de administrar são próprios do passado. Então, que se acautele: as vaias crescerão de intensidade ainda mais quando ele deixar o cargo.
Perturbado
Outra prova dos desajustes mentais do atual inquilino do Canguiri foi a desnecessária e estúpida agressão aos policiais militares. Em vez do diálogo, da argumentação, da busca de uma solução conciliatória para as reivindicações da categoria, Requião pura e simplesmente respondeu que havia somente duas opções aos descontentes: “cadeia e rua”. A ameaça, contudo, não tem força alguma. A sociedade sabe que a caneta do governador já está sem tinta.
Preço
O espírito de corpo e a união que há na Polícia Militar vão dar o troco ao Roberto nas urnas. Os PMs, pelo poderio que tem, inclusive de formar opinião, trabalharão contra ele desde já e até o dia do pleito. A possibilidade de eleição ao Senado está cada vez mais longínqua.
Dentro de casa
Há que se ressaltar que o ambiente entre os correligionários também não é nada bom. Na semana passada, Requião, de forma desleal e grosseira, tentou depor o velho aliado Waldyr Pugliesi da cadeira de presidente estadual do PMDB para que ele assumisse o posto. Não deu certo. O partido se rebelou quase que unanimemente. Na reunião de sábado passado no Jockey Club, o clima foi de caras fechadas contra o chefe do Executivo. O único sorridente era o vice-governador Orlando Pessuti. Difícil descobrir as razões da alegria.
O porém
A definição de que Pessutão será o candidato do PMDB ao Palácio das Araucárias pode ser mais um dos blefes do modelo Mello e Silva de agir. Por trás da “festa” interna, parte do PMDB segue negociando uma aliança com o PSDB de Beto Richa. Por isso, vale um conselho ao futuro governador: imponha-se! Exija fidelidade e lealdade de todos os seus companheiros, principalmente de seu futuro subordinado político. O governo e o partido serão seus. Se faltar coragem para isso, é melhor ser um bom administrador e dar um ponta-pé em todo mundo. E Deus que te proteja dos amigos, pois, dos inimigos, facilmente você mesmo pode cuidar.
Regressiva
Faltam 15 dias para o Requião ir embora. Sem mais comentários.



















