04/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 03/07/2009 às 20:32:09

As intrigas de sua excelência

Roberto Requião foi a São Paulo para se encontrar com o governador José Serra. E aprontou mais uma das suas. Interessado em formar uma aliança com Alvaro Dias no Estado, ele mentiu descaradamente sobre a situação política que vive Beto Richa. O inquilino do Canguiri tentou vender a tese de que o prestígio do prefeito de Curitiba está em declínio por conta das “denúncias” do chamado “caso PRTB” e que, portanto, melhor seria que o presidenciável tucano apoiasse uma chapa encabeçada por Alvaro ao Palácio Iguaçu e com ele, Requião, como candidato único da coligação ao Senado. Em vão. Esse estilo do Roberto não convence mais ninguém. As invenções, os blefes e as jogadas preparadas para prejudicar os adversários, que outrora obtinham sucesso, já foram desmascaradas por completo. Requião é um falso. Na ida e na volta.

A sujeira


A manobra tentada por Requião para facilitar a própria eleição é suja do ponto de vista da lealdade política. O governador, embora discurse que o seu candidato ao governo é Orlando Pessuti, na prática costura pelas beiradas uma hipótese de aliança em que o vice-governador é chutado para escanteio. O nome disso é traição. E das mais infames.

Pergunta

Como é que Pessuti aguenta tamanho desaforo sem um único estrilo? Só um cidadão de bem e muito tranquilo como o vice-governador é capaz de suportar as punhaladas que recebe.

O ponto

Mas não imagine o leitor que Pessutão tem sangue frio. Não mesmo. Na verdade, ele é dono de uma enorme paciência, pois sabe que, em apenas 8 meses e 27 dias, estará na titularidade do exercício do cargo de governador. Por isso, ele mantém-se na linha da chaleira de água quente, que convenientemente segura a fervura para não estourar.

Linha de fundo

Requião, com essa tentativa de casar com Alvaro, imaginava que poderia dar um chute em Gustavo Fruet (PSDB), tido como um dos favoritos a vencer a disputa a uma das cadeiras ao Senado. Que pretensão! O ético e exemplar deputado federal tucano só não concorre se não quiser. A bola é dele.

Aliás...

A fofoca e a intriga que sua excelência pensou que conseguiria fazer junto a Serra não mudam rigorosamente nada dentro do tucanato local. A coluna escreveu ontem e não se incomoda em repetir: o senador Alvaro Dias está fora da disputa, primeiro porque o irmão Osmar será candidato ao governo pelo PDT e, portanto, não há espaço para os dois concorrerem. A segunda razão, e incontestável, é que a maioria do PSDB prefere Beto Richa. Quem teimar contra isso vai se dar mal.

Medo


O Roberto sabe que, se não tirar o Gustavo da parada, terá a eleição comprometida. A outra vaga, ao que tudo indica, ficará com a presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann. O desespero requianista tem razão de ser.

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