03/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 02/07/2009 às 20:49:50
Análise prévia
A exatos um ano e cinco meses para as eleições ao Palácio Iguaçu,uma verdade absoluta se impõe: a frente liderada por PSDB e PDT montada para a disputa à prefeitura de Curitiba em 2008 acabou. Ninguém mais tira Beto Richa e Osmar Dias do páreo. Os dois, embora não comentem o assunto publicamente, sabem que vão se enfrentar nas urnas em 2010 e como favoritos. Fosse hoje o pleito, a vantagem recairia sobre o atual prefeito da capital. Beto, ao contrário do que tenta fazer crer a oposição, está forte na parada e não saiu arranhado com a “denúncia” do “caso PRTB”. Osmar Dias, da mesma forma, possui um amplo leque de apoios e um importante patrimônio eleitoral herdado do confronto de 2006. Esse é o cenário definitivo. O resto é arar no mar.
Nacional
Para os paranaenses, a “dobradinha” com os presidenciáveis também está mais do que confirmada. Beto será o parceiro de José Serra. Osmar, o de Dilma Rousseff.
Não vai
Com esse desenho político, é definitivo afirmar que o senador Alvaro Dias está fora da disputa. E por duas razões. A primeira é que o irmão dele será candidato ao governo e, portanto, não há espaço para qualquer tipo de briga em família. A segunda, e mais pragmática, é que o PSDB prefere Richa. E isso não tem volta.
Aliás...
O ninho tucano não se intimidou com o que poderia gerar um desgaste a ser sofrido pelo prefeito da capital com essa onda de denuncismos. E age corretamente o partido. O “acusador” principal, o deputado estadual Fábio Camargo (PTB), é uma figura de baixa respeitabilidade. Ele é tão pouco crível que chega ao ponto de anunciar que possui uma gravação comprometedora contra Richa, mas não a divulga. Então, das duas uma: ou ele está blefando e não possui prova alguma, ou tem o nítido objetivo de chantagear os adversários.
O terceiro
Além de Beto e Osmar, o outro candidato expressivo ao governo do Estado será Orlando Pessuti (PMDB). Todavia, a situação que ele atravessa hoje é muito difícil, pois arca com o ônus terrível de ser aliado de Roberto Requião. Assim, para poder crescer nas pesquisas, terá que se desprender o quanto antes do falso companheiro. É questão de sobrevivência.
Lado bom
Pessutão depende exclusivamente de si para despontar. Basta saber usar do benefício de ser o “governador-candidato”. A máquina pública estará consigo. Todavia, se mantiver o vínculo com o modelo requianista de administrar, pouco adianta e a tendência é que ele afunde. E seja “cristianizado”.
Regressiva
Falta muito pouco para que o vice assuma definitivamente o comando do executivo estadual. A contar de hoje, restam apenas 8 meses e 28 dias para acabar o nefasto e improdutivo período de Requião no poder. E tchau.
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Fábio Campana
Patético