01/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 30/06/2009 às 21:31:46

Incrível desfaçatez

Na reunião da “escolinha” de ontem, Roberto Requião se superou no cinismo. Embora esteja próximo de completar sete anos consecutivos como governador, ele se postou como se tivesse assumido o Estado há uma semana. Em sua fala rotineira, o homem tratou de repassar a responsabilidade de seu fracasso a terceiros. Como de costume, culpou a oposição e sobretudo a imprensa por todas as mazelas que atingem o Executivo. Na ótica requianista, o governo estadual é perfeito, sublime, esplêndido e espetacular, mas os jornais e os jornalistas não conseguem vislumbrar o quão magnífica é a sua gestão. Beira o surreal. O fato é que não há registro na história paranaense de um governador que tenha se comportado, dia após dia, com tamanha desfaçatez no exercício do cargo. Para o inquilino do Canguiri, só tem valor quem o elogia. Já aqueles que noticiam escândalos, que publicam os desvios cometidos pelos parentes empregados às custas do erário ou que criticam a falta de apuração das denúncias de ilegalidades cometidas pela administração não prestam. Só quem presta é ele. É o bom. O ótimo. O único. Por isso, quando alguém brilha, Requião perde a compostura. E fica doente de inveja.

Perceba!

O governador paranaense tem voz de homem, corpo de homem, fisionomia de homem. Veste-se com roupas 100% masculinas, tem postura idem no trato pessoal e não perde a chance de galantear as mulheres que o rodeiam. Todavia, Requião possui uma faceta feminina incontrolável: um ciúme demasiado. Perdoem-nos as leitoras, e nem se trata de preconceito, mas esse tipo de sentimento compõe verdadeiramente a personalidade de mulheres de todas as idades, o que lhes dá ainda mais graça e cor. É assim que funciona. Já os homens excessivamente ciumentos ficam feito um Requião.

Na prática

Invejoso como é, sua excelência ainda não conseguiu superar o sucesso que Orlando Pessuti obteve durante a solenidade promovida pela Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba. O titular do cargo passou o dia de ontem azedo e irritadiço.

Prática antiga


Não vem de hoje tal postura do Roberto. Ao contrário. Ele é conhecido por sua incapacidade em dividir os holofotes. Portanto, sempre que um aliado mostra que tem luz própria, o sujeito perde o rebolado. E sai de si. Consta que Freud explica.

Última

E como o ciúme é o combustível do ódio, o governador sempre que se sente inferiorizado parte para o ataque contra aqueles a quem considera adversário. Tudo ao seu estilo, evidentemente. Aliás, esse modo de se comportar pode muito bem ser traduzido por um pequeno trecho da música Calúnia, de Lupicínio Rodrigues: “A calúnia é um ciúme que Deus não perdoa. Você vai sofrer aqui neste mundo. Quem planta o mal, mal só pode colher”. É isso aí.

Últimas postagens

Veja as postagens anteriores

Você sabe o que deixamos de informar? Envie sua sugestão