04/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 03/07/2009 às 20:21:43

Acertando os ponteiros

Enquanto o PSDB decide quem será o candidato a governador (se o senador Alvaro Dias ou o prefeito de Curitiba, Beto Richa) e o PMDB se desune em torno do vice-governador Orlando Pessuti (que é o menos culpado da história, ou talvez nem tenha culpa), o PT tenta acertar os ponteiros com seus aliados naturais, os potenciais e os sonhados.

Os naturais, como PR, PRB, PSB e PTB, já se programam para entrar na grande frente que apoiará a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff como candidata à Presidência da República. Os sonhados são os do PDT e do PMDB, que formariam uma “chapa dos sonhos” com o senador Osmar Dias (PDT) candidato a governador e o governador Roberto Requião (PMDB) candidato a senador.

E os potenciais são liderados pelo PP, partido com forte ramificação no Estado, e um comandante - o deputado federal Ricardo Barros - com planos de disputar o Senado. Na edição de segunda-feira de O Estado, a repórter Elizabete Castro explicou as conversas que cercam o PT: “A direção estadual do PP propôs à direção estadual do PT a indicação de um candidato ao Senado e a realização de coligação para a disputa à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Estas foram as condições apresentadas pelo presidente estadual do PP, Ricardo Barros, para o partido se aliar ao PT nas eleições do próximo ano. (...) No encontro, os petistas apresentaram seu projeto de juntar todos os aliados no palanque de um mesmo candidato ao governo. A direção do partido sugeriu que trabalha com a expectativa de ter o senador Osmar Dias encabeçando a aliança ao governo do Paraná e em torno da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff”.

Juntar todos os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma tarefa e tanto para o PT paranaense. E será, convenhamos, quase impossível, pelos interesses cruzados. São pelo menos dois candidatos ao governo, três ao Senado e centenas para Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Paraná. Cortar na própria carne seria a solução, mas esta nunca foi uma especialidade petista.

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