20/11/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 20/11/2008 às 00:26:30

Nova vida?

Não há dúvida que o simples fato de existir um candidato à presidência do Atlético é um fato novo. Uma nova vida para a torcida rubro-negra. E se escapar da 2.ª divisão, será por um ato comum no futebol, para os que têm boa estrela. Não se pode tirar do Mário Celso o valor de sua presença no clube. Transformou o Atlético. Errou ao não se aliar aos que poderiam ajudá-lo e cercou-se de gente que não acompanhava o seu raciocínio moderno e queria apenas usufruir de sua sombra, para aparecer e ter pelo menos seu nome publicado nos jornais.

Um caso mais ou menos parecido com o do Coritiba dos dias de hoje. Tem gente no Alto da Glória que não sabia nem qual era a cor da camisa do clube.

Então, para começar pelo certo, tragam de volta os grandes atleticanos. Tenho certeza que o Fanaya fará isso. Gente como o Tozinho Conti, o Paulinho Abagge, o Valmor Zimmermann, o Ênio Fornéa, o Ademir Adur, o Augusto Mafuz, o Júlio Gomel, o Motta Ribeiro, enfim, aqueles que colocam uma pedra em cima de tudo e vão trabalhar pelo clube. Fazer a agremiação reviver sua tradição em que homens como Maneco Aranha, Cândido Maeder, Vasco Coelho, Annibal Requião, Silzeu Pereira Alves, Abílio Ribeiro, Doca Abreu, Annibal Carneiro, João e Ivan Xavier Vianna, Gilberto Abreu Pires, Abílio Abreu, e outros com a mesma personalidade, exceção dos que morreram, claro, retornem a fazer parte do dia a dia do clube. Sem brigas, sem cobranças, apenas com um objetivo: o clube. Fanaya é habilidoso e tem “pedigree”. Neto de uma das maiores figuras do clube, João Alfredo Silva e sobrinho do maior dirigente que já passou por lá, Joffre Cabral Silva. Que tudo transcorra em paz, como só acontece com os grandes clubes.

Final glorioso

E o Paraná acabou tendo uma quase despedida excelente da 2.ª divisão. Quem não dava um tostão pelo futuro do clube, viu uma reação esplendorosa, graças aos bons jogadores que acabaram aparecendo, aos dirigentes que se reorganizaram e ao treinador que trabalhou corretamente. Uma goleada como a de terça-feira, embora diante de um fraco adversário, representou o carimbo final de uma campanha. Agora, é aproveitar o tempo e preparar o time para tentar a volta à 1.ª divisão no próximo ano.

Olá, Carneiro

Estudioso do futebol e com um arquivo excelente que possui, Carneiro Neto chamou a atenção do Recchia sobre o Cláudio. E não é que o Recchia tinha razão? Existiu um Cláudio (Cristovão Pinho) no São Paulo. E era o mesmo a quem o Carneiro se referia e que ele nem existia quando o Cláudio jogava no São Paulo.

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