A proclamação ufanista do título é perfeitamente justificável. Não se trata de expressão retórica, que substitui a sinceridade do pensamento e das palavras pelo discurso ornamentado e vazio.
Desde a sua primeira edição, o Caderno Direito e Justiça, suplemento jurídico do indomável O Estado do Paraná, tem mantido rigorosa pontualidade e acentuada democratização editorial. Além da variedade de assuntos temáticos dos diversos ramos jurídicos, o Caderno é um roteiro muito importante para o exercício da reflexão dos trabalhadores forenses em geral e dos estudiosos em especial. As diversas seções informativas, de interesse da Magistratura, Ministério Público, Advocacia e Serventia Judiciária, têm natureza permanente. O repertório de jurisprudência, os textos doutrinários e a publicação de novas leis, completam o generoso volume de matérias como indispensável ferramenta de trabalho e um observatório das atividades do foro e da academia.
Pode-se afirmar, sem receio de objeção, que o Caderno Direito e Justiça é o único suplemento especializado nos assuntos do Direito e da Justiça em nosso país, com o tempo de publicação regular e o excelente conteúdo. Suas páginas abrigam diversas tendências de pensamento acerca dos institutos de Direito e grande difusão de precedentes dos juízes e tribunais. Para mim, é motivo de satisfação íntima, como Advogado, estar na companhia constante de Ronaldo Botelho, com a divulgação de julgados garantistas; de Luiz Flávio Gomes, com a profusão de novos assuntos tratados com autoridade científica e posição crítica; de Marcelo José Araújo, com as lições do trânsito e outros que comparecem com maior ou menor frequência nas páginas do suplemento.
Esse trabalho e essa conquista, de expressivo valor jurídico, social e profissional, devem ser creditados a algumas pessoas indispensáveis para a trajetória dos dezessete anos e a esperança de longa vida para o Caderno Direito e Justiça. Paulo Cruz Pimentel, o intimorato resistente contra as opressões à liberdade de imprensa; José Guilherme Assis, o editor com paciência beneditina e a humildade própria dos grandes espíritos; Mussa José Assis e Francisco Assis pai e filho, um seguindo o outro com a mesma vocação e os consultores Ronaldo Botelho e Maurício Kuehne, merecem o agradecimento de todos que procuram, nos domingos, os equipamentos de segurança jurídica para as tarefas a partir de segunda-feira.
Vale repetir o mote publicitário da Folha de São Paulo: "Não dá para deixar de ler".
René Ariel Dotti. Advogado. Professor Titular de Direito Penal da UFPR. Membro de Comissões de Reforma do Sistema Criminal Brasileiro
(1979-2000). Corredator dos anteprojetos que se converteram na Lei n.º 7.209/84 (nova Parte Geral do Código Penal) e Lei n.º 7.210/84
(Lei de Execução Penal). Detentor da Medalha Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados (2007).
Colunas / Breviário Forense
15/03/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 13/03/2010 às 16:54:10


















