09/09/2010 às 01:06:04 - Atualizado em 09/09/2010 às 01:06:20
Eletrizante
Um jogo para ser eletrizante não precisa necessariamente ter brilho técnico. Basta criar o ambiente de que um erro poderá ser o bastante para decidi-lo.
Atlético x Corinthians foi um jogo eletrizante. O empate por 1 x 1 foi a representação viva de que dois times podem ser rigorosamente iguais nos 90 minutos. Iguais na organização tática e nas circunstâncias criadas pela individualidade de alguns jogadores. E foram tão iguais, que o placar foi construído por pênaltis. E foram tão iguais, que os dois pênaltis não existiram. Mas os erros da arbitragem afastaram a frustração que é um jogo sem gols, em especial, como foi esse da Arena da Baixada.
No primeiro tempo, o Corinthians foi melhor. Avançou a defesa e o meio-campo para a bola chegar com mais constância a Ronaldo. Chegou duas vezes: na primeira, o goleiro Neto salvou; na segunda, o Fenômeno chutou contra o pé de Wágner Diniz e a bola bateu em seu braço. Ronaldo exigiu do árbitro o pênalti, ganhou e marcou.
Já no final do primeiro tempo, o Atlético havia absorvido o gol e retomado o equilíbrio. Continuou o segundo tempo, e passou a ter o domínio da partida por dois motivos: Ivan Gonzáles substituiu Davi, Baier recuou e assim o time de Carpegiani ganhou mais a posse de bola e mais velocidade; o outro, foi que Ronaldo ficou no vestiário. Sem ele, o Corinthians perdeu a referência e se tornou um time comum.
Entre as tentativas que fez pela direita, o Atlético teve o benefício do erro de um pênalti que não existiu de Leandro Leandro Castán sobre Vagner, e que Bruno Mineiro converteu.
A lição principal ficou para o Atlético. Ele não enfrentará mais nenhum poderoso como esse Corinthians. Se mantiver o padrão dado por Carpegiani, irá disputar vagas para os torneios continentais. Se trouxer um meia e um atacante, vai disputar a Libertadores da América.
Retorno
Esquecido no Corinthians por já sentir os efeitos da idade que mina a sua condição física, Tcheco está de volta ao Coritiba. Agora é preciso saber se o negócio foi bom para o clube. Para Theco foi excelente, por que volta para o clube que lhe deu impulso em uma carreira estagnada, mantendo o salário de três dígitos que assinou com o Corinthians.
O jogador tem que ter consciência da importância do Coritiba em sua vida. Se já tinha lhe dado a oportunidade da vida quando era desprezado pelo mercado, agora é o que lhe dá a chance de não terminar a carreira no ostracismo.



















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