24/02/2010 às 00:11:14 - Atualizado em 24/02/2010 às 00:11:34

Começo

Esse jogo do Atlético contra o Vilhena (Rondônia), pela Copa do Brasil, deveria ser ambientado pela certeza de vitória: será na Baixada, com a influência da torcida, contra um adversário criado em uma fazenda de família atleticana e que vem de terras bem distantes.

Mas, no entanto, há uma tensão no ambiente.

E não é em razão das pendengas políticas, mesmo porque hoje a vida da instituição, ao contrário de tempos atrás, é tratada com indiferença pelos profissionais. Se é João ou José, se é Marcos ou se é Mário, tanto faz.

Quem dera se a incerteza técnica fosse por influência política. Seria fácil resolver. É que o Atlético, tradicionalmente sempre resolveu as suas pendências internas, pois o atleticano como torcedor é especial em renunciar, perdoar e absorver distensões.

O problema é mais grave. Está nas últimas imagens que se tem do time de Antônio Lopes, que distorcem a visão do torcedor não pelo sentimento da exigência, mas pelo que efetivamente se vê.

Na vitória contra o Beltrão e no empate com o Nacional, nenhum torcedor por mais apaixonado que seja, pode correr o risco de ter a certeza numa vitória produzida apenas pelas virtudes do Atlético, a não ser pela primariedade do time de Rondônia. É que passados dois meses, não é possível saber quais são essas virtudes.

Não se sabe, principalmente, se o treinador Antônio Lopes é vítima da falta de time, ou se o time por falta de organização, é vítima de Antônio Lopes.

Bem resumido, não basta para o Atlético se classificar em razão do regulamento. Precisa se classificar mostrando evolução, pois do contrário, estaria se iludindo, como ocorre desde 2005.

Entrevista

Ouvindo a entrevista do presidente Malucelli, do Atlético, desliguei o rádio quando ele garantiu que como advogado vai cumprir os contratos de parceira de ex-infantis que dão a uma empresa de nome CAPA o percentual de 30%.

Em resumo para quem não sabe, esse CAPA fez uma parceria que absorveu os infantis, o Atlético pagava as despesas, e ainda garantia 30% para o felizardo parceiro.

Como advogado, Malucelli sabe que a cláusula geral de todos os contratos no Brasil a partir do novo Código Civil (2002 e o contrato é de 2006), é a da boa-fé. E se alguma coisa não existe nesta relação entre Atlético e CAPA é exatamente a boa-fé. Ou existe princípio honesto em um contrato pelo qual o Atlético se obriga a pagar a conta, e ainda dar 30% ao parceiro? E contrato sem respeito a boa-fé é promíscuo, é nulo, e deve ser discutido judicialmente.

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