02/02/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 02/02/2010 às 10:27:25
Salvação
Mais grave do que não pagar é iludir.
Foi o que fizeram os “cardeais” quando reuniram a imprensa, e anunciaram com a modernização do gerenciamento, a profissionalização, a criação de um fundo de investimento de 5 milhões de reais por mês para o futebol, e outras medidas que devolvesse ao Paraná a seriedade como instituição.
Estavam lá Renato Trombini, Dílson Rossi, Aramis Tissot, Ernani Buckmann e Enio Ribeiro. De todos, apenas Tissot foi leal à promessa de voltar e trabalhar pelo clube. O investimento de R$ 5 milhões, foi resumido em uma única parcela de R$ 200 mil, doados por 4 conselheiros.
Bom repórter é aquele que, naturalmente, sem maior provocação, extrai do entrevistado um fato que existe, mas que vive sob disfarce.
O repórter Irapitan Costa, extraiu do presidente Aquilino Romano, a verdade que se esconde sobre o Paraná: é um clube quase insolvente.
A matéria da edição de ontem da Tribuna, mostra a realidade chocante para a torcida do Paraná. Já estamos em fevereiro, e só um dia desses o clube pagou uma parte do 13.º Salário, assim mesmo porque houve ameaça de greve dos funcionários. As reclamatórias são distribuídas outras vezes, sem contar com o dragão que é o crédito trabalhista de um ex-médico que poderá levar o patrimônio penhorado.
O Paraná está esfolado financeiramente, sem fonte de recursos e sem capacidade de endividamento.
O mais grave, é que esse estado é conseqüência das administrações antigas. O professor Miranda foi condenado por desvio ético, mas é um anjo perto da irresponsabilidade com que trataram o Paraná no passado.
Da forma como está, o grande clube não tem salvação.
A longo prazo só será salvo, se enfrentar a verdade. É impossível administrar o futebol profissional dependendo de fontes casuísticas, como é a antecipação de receitas ou captação de valores desprezíveis com empresários em troca de direitos valiosíssimos de atletas.
Logo virá o Campeonato Brasileiro, e o Paraná terá a responsabilidade de formar um time para disputar o acesso. Para alcançar esse o objetivo, terá que gastar o que não tem. Vai aumentar a espiral de obrigações, que irá lhe pegar em cheio.
Romani deveria ter a coragem que falta para os outros: cessar a atividade de futebol profissional. Fazer e executar um projeto que recuperação estrutural, em todos os seus segmentos. Só assim é possível impedir o avanço desse estado, pois se gasta um dinheiro que não tem e virá, com a consciência de que se procura um objetivo que exige muito mais que o idealismo.
Se parar de gastar o que não tem, o Paraná pode ainda ter salvação.
Walmart
Walmart
Walmart
Luiz Augusto Xavier
O mando do Atletiba
Valdir Bicudo
Uefa apresentou a bola da final Liga dos Campeões
Voz da Geral
Atlético acertou ao demitir Lopes? Quem deve assumir?
Levi Mulford
Invictos
Dartagnan
Vou junto!
Luiz Cláudio Massa
Semana decisiva
Jorge Luiz da Silva
Boa largada!
Flavio Gomes
O sorriso do Alonso
Carlos Bório
10 anos de adrenalina
Em Concepción, atingida por fortes tremores, chilenos fazem fila para comprar remédios.