01/12/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 30/11/2008 às 23:49:10
Limites
A minha teoria é a seguinte: quando um time, que faz da derrota a rotina, de repente começa a ganhar, é sinal de que ocorre um fato estranho.
O ganho não é produzido por virtudes desconhecidas, porque virtudes não se escondem, existem ou não existem. A única explicação é a exploração do orgulho do ser humano. É a história do podemos ganhar!
É nesse estágio que se alcança uma coisa, que se define como superação. É a emoção, que no limite recepciona os mais diversos sentimentos, que faz o homem ir além do que naturalmente poderia. Ela nunca faz do jogador um craque ou do homem um super-homem, porque é um fato ocasional, e por isso, sempre vai embora.
Quero dizer que o Atlético perdeu (2 a 1) ontem para o Náutico, em Recife, porque a superação que usou para ganhar 15 pontos dos últimos 18 disputados chegou ao fim. O time de Geninho se exauriu, e se ainda tinha condições físicas para buscar o empate, não tinha mais condições emocionais.
Há quem pretenda usar a expulsão prematura e injusta de Ferreira, aos 20 minutos de jogo, como fator definitivo para o resultado. Talvez tenha influenciado em um dado momento, mas não foi o que decidiu. É que a disposição do Atlético era só defensiva, revelada na escalação de mais um volante (Fernando), em prejuízo de um atacante. Se a proposta, mesmo com 11, é defensiva, se torna impossível suportar a pressão com dez. Mas não me engano: com 11 em campo não seria diferente, porque o risco foi proposital de jogar atrás.
Perguntarão: se o Atlético era só superação, como será então contra o Flamengo? O jogo é na Arena, onde o Atlético, nessas ocasiões, costuma jogar com 11 em campo, mais 23 mil perto deles. O Atlético está, outra vez, na mão de sua torcida. E ela nunca falhou.
Derrota
Não pense que o Coritiba não fez questão de competir com o Vasco, embora as falhas de Maurício o tenham comprometido, diante de olhos bem atentos.
A derrota (2 a 0) foi uma soma de vários fatores: o atraso salarial, que relaxa o profissional atual, o clima de despedida, incentivado pelo próprio comando do clube, que involuntariamente tira a responsabilidade do profissional, e a necessidade do adversário em ganhar. Mas nenhum fator foi mais importante do que aquele já mostrado, de um tempo para cá: a falta de qualidade do time. Quando existia objetivo, existia vontade de supera-la. Sem objetivo, e com a angustia dos problemas financeiros, levou o time à anarquia técnica.
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