17/11/2008 às 00:00:00 - Atualizado em 17/11/2008 às 00:14:50
Alan de todos os santos
O Atlético tinha quase tudo: a força inesgotável de Valencia, a emoção de Antônio Carlos, a estrela da bola cruzada por Netinho e da cabeça de Rafael Moura, a proteção da torcida e a mística de Geninho. Mas faltava o mais importante, à certa altura do jogo, para derrotar o Vitória: o raciocínio para antever que o lado esquerdo dos baianos estava em completo abandono.
E eis que surge por ali Alan, que como se fosse um santo cantado por Caymmi, saído dos arredores de Salvador, faz uma jogada, que transforma no gol e pode eternizá-lo como salvador de um Atlético quase em óbito.
Atlético 2 x 1 Vitória. Houve quem dissesse que o Atlético jogou mal. A certa altura da vida, existem coisas que são irrelevantes, às vezes, por que são impossíveis. O limite para um grande clube, sob a pressão da queda, é a vitória. Não existe vida sem ela. Escolha o melhor entre Zé Antônio, Alan Bahia e Rafael Moura. Alan não vale porque foi um santo. Rafael Moura foi o grande mortal em campo. Fez gol, correu, defendeu, marcou. Fez horrores.
Consolo
Grêmio 2 x 1 Coritiba. Vi um resumo do jogo do Coritiba, no Olímpico, e não precisou mais. Embora derrota seja derrota em qualquer circunstância e por qualquer placar, pode ter sobrado a impressão que o gol contra de Alê foi o que decidiu o jogo. O gol contra, nas circunstâncias que ocorreu, deixa o consolo de um resultado de circunstância e não de superioridade do outro. Mas não foi, porque o Coritiba passou o jogo como jogou o campeonato: defendendo-se e esperando o erro adversário.
A cada rodada, o Coritiba vai consolidando o único consolo que pode ter: não correr o risco de rebaixamento. Seu futuro treinador talvez tenha passado o domingo na Arena: Vágner Mancini.